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05/Mar/2026

Setor produtivo quer adiar o fim da escala 6x1

Entidades empresariais defendem o adiamento do debate e da votação do projeto que trata da redução da jornada de trabalho, conhecido como fim da escala 6x1, para período posterior às eleições. O entendimento é de que o calendário eleitoral pode influenciar o ambiente legislativo, pressionando parlamentares a deliberarem sem aprofundamento técnico adequado.

A posição foi formalizada por meio de manifesto assinado por 93 entidades representativas do setor produtivo, incluindo organizações do agronegócio, transportes, comércio e indústria. O documento foi apresentado a parlamentares no âmbito da Coalizão das Frentes Parlamentares do Setor Produtivo e posteriormente entregue ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

As entidades defendem discussão estruturada e sustentável sobre a modernização da jornada de trabalho, com construção de alternativas que considerem impactos econômicos e setoriais. O posicionamento enfatiza a necessidade de amadurecimento do tema e de diálogo institucional antes de eventual deliberação em plenário.

Entre os pontos centrais está a manutenção da livre negociação da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas, preservando flexibilidade entre empregadores e trabalhadores. As organizações defendem a manutenção da carga horária semanal de 44 horas, com possibilidade de compensação ou redução mediante negociação coletiva. Avaliam que modelos uniformes e rígidos podem elevar custos operacionais, especialmente caso haja redução de horas sem ajuste proporcional de salários, o que ampliaria despesas das empresas.

Outro aspecto considerado prioritário é o respeito às especificidades setoriais e regionais, com negociação coletiva como instrumento adequado para tratar as diferentes realidades econômicas. A proposta de postergação do debate inclui a possibilidade de transferência da votação para 2027, com realização prévia de estudos detalhados sobre impactos econômicos e trabalhistas.

O movimento contou com participação de representantes da Confederação Nacional da Indústria, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e Confederação Nacional do Transporte, que reforçaram a defesa de um debate técnico, transparente e desvinculado do ambiente eleitoral. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.