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02/Mar/2026

Mercosul-UE: salvaguardas para setores brasileiros

O vice-presidente da República e Ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou na sexta-feira (27/02) que encaminhou à Casa Civil uma proposta de salvaguardas aos setores produtivos brasileiros, em meio aos avanços nas tratativas do acordo entre Mercosul e União Europeia. Após passar pela Casa Civil, o texto que garantirá as salvaguardas ainda será levado ao Ministério da Fazenda e o das Relações Exteriores, para enfim seguir para sanção do presidente Lula. O vice-presidente não detalhou, porém, quais setores ou segmentos serão atendidos pela política de salvaguardas. A expectativa é que o acordo entre Mercosul e União Europeia seja aprovado no Senado brasileiro dentro de “uma ou duas semanas”.

Segundo ele, a política de salvaguardas deve estar definida e publicada antes da aprovação do acordo pelo Senado. Há uma preocupação tanto do setor agropecuário quanto da indústria de perder mercado após o acordo com a União Europeia. As salvaguardas estão previstas no acordo, não só no Mercosul-UE, mas como em qualquer outro. Um capítulo dedicado a salvaguardas que precisará ser regulamentado. Alckmin reforçou que a lógica da abertura de mercados é sempre proporcionar ganhos para sociedade, que poderá comprar produtos de melhor qualidade e menor preço. Mas, se tiver um surto de importação, tem uma salvaguarda que suspende a redução de impostos. Isso também está previsto para os europeus e será regulamentado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.