02/Mar/2026
O governo avalia relançar o Plano Brasil Soberano, criado no ano passado para socorrer exportadores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos, agora com o objetivo de atender produtos que seguem pagando sobretaxas setoriais de até 50% no âmbito da Seção 232. O "Brasil Soberano 2.0", como denominado pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, deve usar recursos em caixa do banco.
As tarifas impostas com base na Seção 232 atingem 29% das exportações brasileiras aos Estados Unidos, incluindo aço e alumínio, que pagam alíquota extra de 50%, além das autopeças, cuja tarifa no mercado norte-americano é de 25%. A decisão da Suprema Corte norte-americana que derrubou o tarifaço do presidente Donald Trump não alcança as tarifas aplicadas com base na Seção 232. Mercadante e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, disseram que o governo estuda novas medidas para amenizar o impacto de setores tarifados pela Seção 232.
Uma parte dos recursos liberados ao Plano Brasil Soberano não chegou a ser utilizada. A ideia é usar, então, esses recursos em apoio aos exportadores atingidos pela 232, que terão que conviver por mais tempo com as sobretaxas. "Faz sentido o Brasil Soberano 2.0. Os recursos já existem", disse Mercadante, acrescentando que a iniciativa já foi desenhada pelo Ministério da Indústria e está sendo examinada agora pelo Ministério da Fazenda. São recursos que estão na caixa do BNDES, não precisa do Tesouro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.