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02/Mar/2026

Inflação acelera o ritmo de alta no mês de fevereiro

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) subiu 0,84% em fevereiro, após ter avançado 0,20% em janeiro. Com o resultado, o IPCA-15 registrou um aumento de 1,04% no acumulado do ano. Em 12 meses, a alta foi de 4,10%, ante taxa de 4,50% até janeiro. A alta de 0,84% registrada em fevereiro foi a taxa mais elevada desde fevereiro de 2025, quando subiu 1,23%. Considerando apenas meses de fevereiro, o resultado foi o mais brando desde 2024, quando esteve em 0,78%. O resultado fez a taxa acumulada em 12 meses voltar a arrefecer. A taxa do IPCA-15 acumulada em 12 meses passou de 4,50% em janeiro de 2026 para 4,10% em fevereiro de 2026, resultado mais baixo desde junho de 2024, quando estava em 4,06%.

Os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 0,20% em fevereiro, após alta de 0,31% em janeiro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,04% para o IPCA-15. Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 0,09% em fevereiro, após ter avançado 0,21% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,46%, ante alta de 0,56% em janeiro. O gasto das famílias brasileiras com a alimentação para consumo no domicílio subiu pelo segundo mês consecutivo em fevereiro, uma alta de 0,09%, mas desacelerou ante o aumento de 0,21% registrado em janeiro. O grupo Alimentação e bebidas saiu de uma alta de 0,31% em janeiro para elevação de 0,20% em fevereiro. Na alimentação no domicílio, houve altas no tomate (10,09%) e nas carnes (0,76%). Na direção oposta, ficaram mais baratos o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%). A alimentação fora do domicílio subiu 0,46% em fevereiro: o lanche avançou 0,28%, e a refeição fora de casa aumentou 0,62%.

Os preços de Transportes subiram 1,72% em fevereiro, após queda de 0,13% em janeiro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,35% para o IPCA-15. Os preços de combustíveis tiveram alta de 1,38% em fevereiro, após avanço de 1,25% no mês anterior. A gasolina subiu 1,30%, após ter registrado alta de 1,01% em janeiro, enquanto o etanol avançou 2,51% nesta leitura, após alta de 3,59% na última. As altas nos preços das passagens aéreas, do ônibus urbano e da gasolina puxaram a elevação de custos com transportes em fevereiro.

Juntos, os três subitens responderam por 0,24% da taxa de 0,84% do IPCA-15 deste mês. As passagens aéreas subiram 11,64% em fevereiro, impacto de 0,09%; o ônibus urbano aumentou 7,52%, impacto de 0,08%; e a gasolina teve alta de 1,30%, impacto de 0,07%. As altas somadas de Transportes e de Educação em fevereiro responderam por 80% da inflação pelo IPCA-15. Os combustíveis ficaram 1,38% mais caros em fevereiro. Além da gasolina, houve altas no etanol (2,51%) e óleo diesel (0,44%), mas queda no gás veicular (-1,06%). O ônibus urbano teve pressão de reajustes em diversas capitais. O metrô subiu 2,22%, e o trem avançou 2,86%. A integração transporte público saltou 9,38%, e o táxi subiu 1,52%.

Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de um recuo de 0,26% em janeiro para uma elevação de 0,06% em fevereiro, uma contribuição de 0,01% para o IPCA-15 deste mês. A energia elétrica residencial recuou 1,37% em fevereiro, resultando no maior alívio individual no IPCA-15 deste mês, de -0,06%. No mês, a bandeira tarifária vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores. Por outro lado, houve pressão da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%). O gás encanado recuou 0,71% em fevereiro. Os gastos das famílias brasileiras com Educação passaram de uma elevação de 0,05% em janeiro para uma alta de 5,20% em fevereiro, uma contribuição de 0,32% para o IPCA-15 deste mês.

O resultado foi impulsionado pelo aumento sazonal dos cursos regulares, com elevação de 6,18% e contribuição de 0,28% em fevereiro, devido aos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores altas foram registradas no ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%). O ensino fundamental foi o subitem de maior pressão no IPCA-15 de fevereiro, um impacto individual de 0,14%. Os gastos das famílias brasileiras com Saúde e cuidados pessoais passaram de uma elevação de 0,81% em janeiro para uma alta de 0,67% em fevereiro, com contribuição de 0,09% para o IPCA-15. As maiores pressões partiram de artigos de higiene pessoal, que subiram 0,91%, e do plano de saúde, com alta de 0,49%.

Oito dos nove grupos de produtos e serviços que integram o IPCA-15 registraram altas de preços em fevereiro. Houve deflação apenas em Vestuário, queda de 0,42%, uma contribuição de -0,02% para a taxa de 0,84% registrada pelo IPCA-15 deste mês. Os aumentos foram registrados em Habitação, elevação de 0,06% e impacto de 0,01%; Artigos de Residência, alta de 0,21% e impacto de 0,01%; Saúde e cuidados pessoais, aumento de 0,67% e contribuição de 0,09%; Comunicação, alta de 0,39%, impacto de 0,02%; Despesas Pessoais, aumento de 0,20%, impacto de 0,02%; Alimentação e bebidas, aumento de 0,20%, impacto de 0,04%; Transportes, alta de 1,72% e impacto de 0,35%; e Educação, alta de 5,20% e impacto de 0,32%. O resultado geral do IPCA-15 em fevereiro foi decorrente de altas de preços em todas as 11 regiões pesquisadas. A maior taxa foi registrada em São Paulo (SP), alta de 1,09%. O menor resultado ocorreu em Recife (PE), elevação de 0,35%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.