12/Feb/2026
O acordo entre Mercosul e União Europeia perdeu parte do impulso inicial em função das salvaguardas agrícolas e das cotas de exportação impostas pelo bloco europeu, mas continua sendo considerado positivo para o Brasil e para o Mercosul como um todo, com potencial de geração de oportunidades comerciais relevantes.
A avaliação foi feita por parlamentares após reunião com o vice-presidente da República, que também conduz a política industrial e comercial do País. Segundo a análise, apesar das restrições aplicadas a produtos sensíveis do agro europeu, o acordo abre uma via de mão dupla para ampliação do comércio e integração entre os blocos.
No setor agropecuário, as salvaguardas e limitações quantitativas reduziram parte do entusiasmo inicial, especialmente para segmentos como carnes e lácteos. Embora o Brasil já exporte soja e diversas proteínas ao mercado europeu, há cotas específicas, como no caso da carne suína, que limitam o potencial de expansão imediata.
A preocupação central está nos segmentos mais sensíveis à concorrência externa, como o leite, que enfrenta desafios estruturais internos e poderia sofrer pressão adicional com a entrada de produtos europeus.
O acordo ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional. A avaliação predominante é de que, apesar de resistências pontuais, o tratado tende a avançar, desde que haja articulação política e diálogo com os setores mais afetados.
No campo diplomático, as tratativas seguem acompanhadas de perto, com sinalização de que missões parlamentares ao bloco europeu deverão ocorrer em momento considerado mais adequado, diante do ambiente político atual.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.