10/Feb/2026
O agronegócio brasileiro empregou 28,58 milhões de pessoas no terceiro trimestre de 2025, crescimento de 2,0% em relação ao mesmo período de 2024, o que representa a criação de aproximadamente 569 mil postos de trabalho. Trata-se do maior contingente já registrado para um trimestre em toda a série histórica iniciada em 2012.
No conjunto da economia brasileira, o mercado de trabalho apresentou avanço de 1,3% na mesma base de comparação, equivalente à incorporação de cerca de 1,37 milhão de trabalhadores. Com isso, a participação do agronegócio no total de ocupações do País atingiu 26,35% no terceiro trimestre de 2025, acima dos 26,15% observados um ano antes.
No segmento de insumos, a população ocupada cresceu 1,5% na comparação anual. Com exceção da indústria de rações, todas as demais atividades do segmento apresentaram expansão, com destaque para fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas. Esse movimento reflete o fortalecimento econômico das atividades agropecuárias e o aumento estrutural da demanda por insumos ao longo dos últimos anos.
Nas atividades dentro da porteira, o contingente de trabalhadores avançou 0,7%, impulsionado pelo crescimento tanto da agricultura quanto da pecuária. Já na agroindústria, o número de ocupados aumentou 1,0% em relação ao terceiro trimestre de 2024. Entre as agroindústrias de base agrícola, contribuíram para o resultado positivo os segmentos de vestuário e acessórios, bebidas, móveis de madeira e etanol. Nas agroindústrias de base pecuária, o avanço esteve concentrado nos segmentos de abate de animais e laticínios.
O maior crescimento proporcional ocorreu em agrosserviços, com expansão de 4,5% no período. Esse desempenho reflete tanto o cenário macroeconômico quanto a crescente relevância dos serviços associados ao agronegócio. A retomada das atividades agroindustriais, somada às expectativas de safras elevadas e à manutenção de níveis robustos de abate, ampliou a demanda por mão de obra nos serviços que dão suporte à produção, ao processamento e à logística do setor.
O conjunto desses fatores confirma o papel estrutural do agronegócio como um dos principais sustentáculos do mercado de trabalho brasileiro, com capacidade de geração de empregos acima da média da economia e forte encadeamento entre produção, indústria e serviços.
Fonte: Cepea/CNA. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.