09/Feb/2026
A Argentina afirmou que busca ampliar a flexibilidade dentro do Mercosul e defendeu mecanismos que permitam a ativação provisória de acordos comerciais à medida que cada país-membro conclua seus processos internos de aprovação. A estratégia tem como objetivo acelerar a inserção internacional do país e reduzir entraves institucionais considerados excessivos pelo governo argentino.
Segundo a avaliação apresentada, a aprovação de um acordo por um dos integrantes do Mercosul permitiria sua aplicação provisória para esse país, enquanto os demais avançam em seus próprios trâmites legislativos. Esse modelo é visto como uma alternativa para evitar atrasos prolongados, como ocorreu no acordo entre o Mercosul e a União Europeia, cuja negociação se estendeu por mais de duas décadas.
O governo argentino reforçou que a busca por maior flexibilidade no bloco é uma diretriz estratégica, diante da necessidade de ampliar mercados e acelerar acordos comerciais. A comparação com entendimentos firmados em prazos mais curtos com outros parceiros internacionais foi usada como argumento para sustentar a urgência de mudanças no funcionamento do Mercosul.
No campo das relações bilaterais, a Argentina destacou que acordos recentes com os Estados Unidos aumentam a previsibilidade para investimentos, especialmente em setores estratégicos, como minerais críticos. Ao mesmo tempo, foi ressaltado que a ampliação dessas parcerias não exclui a participação de outros países, como a China, mantendo uma postura de diversificação das relações comerciais.
O governo também afirmou que novos acordos podem ampliar significativamente o acesso a mercados externos, com impacto potencial sobre exportações de produtos agroindustriais e industriais. Entre os efeitos esperados estão a eliminação de tarifas para um amplo conjunto de produtos, maior competitividade das empresas argentinas e fortalecimento da posição do país no comércio regional e internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.