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28/Jan/2026

Clima: chuvas irregulares no Brasil no 1º trimestre

Segundo a StoneX, o primeiro trimestre de 2026 deve ser marcado por temperaturas acima da média e pela irregularidade das chuvas no Brasil, em um cenário sem a configuração clara de um fenômeno climático extremo. O resfriamento observado no Oceano Pacífico perde intensidade ao longo do verão, com transição para condições de neutralidade prevista para março. As projeções dos principais institutos indicam que o La Niña fraco tende a perder força ao longo do verão, com transição para neutralidade prevista para março de 2026. Na prática, isso significa que o clima de janeiro a março não deve ser comandado por um padrão único e dominante, como ocorreu em safras anteriores, aumentando a importância da variabilidade regional. Nesse tipo de cenário, os impactos tendem a ocorrer mais pela distribuição das chuvas do que por volumes extremos.

Para o trimestre janeiro-março (JFM), os modelos analisados indicam calor persistente. Para o trimestre JFM, os conjuntos multimodelo indicam que as temperaturas do ar a dois metros devem permanecer acima da média em grande parte dos continentes. Esse padrão aumenta a perda de água do solo e das plantas. Temperaturas acima da média aumentam a evapotranspiração potencial. Esse comportamento ganha relevância para regiões produtoras que atravessam fases sensíveis do calendário agrícola no início do ano. No caso da soja, o período coincide com etapas finais de enchimento de grãos e avanço da colheita em parte do País. Para o milho 2ª safra de 2026, o trimestre é decisivo para o encerramento do plantio e o estabelecimento inicial das lavouras, tornando a regularidade das chuvas um fator-chave.

Destaque também para o papel das temperaturas noturnas, que devem permanecer acima da média. As temperaturas mínimas acima da média podem reduzir a eficiência do acúmulo de reservas energéticas. Esse efeito pode comprometer o desenvolvimento de grãos e frutos nas fases finais do ciclo, com impacto potencial sobre produtividade e qualidade, especialmente em culturas mais sensíveis. Em relação às chuvas, não haverá um padrão homogêneo para todo o Brasil, reforçando que o risco climático em 2026 está associado à irregularidade temporal e espacial das precipitações. Esse tipo de configuração pode gerar atrasos pontuais nas operações de campo, afetar o ritmo de colheita e exigir ajustes no planejamento agrícola, sobretudo em regiões onde o calendário é mais apertado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.