28/Jan/2026
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) subiu 0,20% em janeiro, após ter avançado 0,25% em dezembro. Com o resultado, o IPCA-15 registrou um aumento de 0,20% no acumulado do ano. Em 12 meses, a alta foi de 4,50%, ante taxa de 4,41% até dezembro. A alta de 0,20% registrada em janeiro foi a taxa mais elevada para o mês desde 2024, quando subiu 0,31%. O resultado fez a taxa acumulada em 12 meses voltar a acelerar, após três meses consecutivos de arrefecimento. Os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 0,31% em janeiro, após alta de 0,13% em dezembro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,07% para o IPCA-15 no mês. Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 0,21% em janeiro, após ter recuado 0,08% no mês anterior.
A alimentação fora do domicílio subiu 0,56%, ante alta de 0,65% em dezembro. O gasto das famílias brasileiras com a alimentação para consumo no domicílio subiu em janeiro, interrompendo assim uma sequência de sete meses de quedas. Na alimentação no domicílio, houve altas no tomate (16,28%), batata-inglesa (12,74%), frutas (1,65%) e carnes (1,32%). Na direção oposta, ficaram mais baratos o leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%). A alimentação fora do domicílio subiu 0,56% em janeiro: o lanche avançou 0,77%, e a refeição fora de casa aumentou 0,44%. Os preços de Transportes caíram 0,13% em janeiro, após alta de 0,69% em dezembro. O grupo deu uma contribuição negativa de 0,03% para o IPCA-15. Os preços de combustíveis tiveram alta de 1,25% em janeiro, após avanço de 0,26% no mês anterior.
A gasolina subiu 1,01%, após ter registrado alta de 0,11% em dezembro, enquanto o etanol avançou 3,59% nesta leitura, após alta de 1,70% na última. As quedas nos preços das passagens aéreas e do ônibus urbano puxaram a redução de custos com transportes em janeiro, embora a alta na gasolina tenha impedido um alívio maior ao bolso das famílias. O grupo Transportes passou de um aumento de 0,69% em dezembro para um recuo de 0,13% em janeiro. As passagens aéreas caíram 8,92%, segundo maior impacto individual negativo no índice do mês, -0,07%, atrás apenas de energia elétrica (-0,12%). O ônibus urbano teve recuo de 2,79%, impacto de -0,03% no IPCA-15. Os combustíveis subiram 1,25% em janeiro, com avanços de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel. A gasolina exerceu a principal pressão individual na inflação do mês, contribuição de 0,05%.
Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de uma elevação de 0,17% em dezembro para um recuo de 0,26% em janeiro, uma contribuição de -0,04% para o IPCA-15 deste mês. A energia elétrica residencial recuou 2,91% em janeiro, resultando no maior alívio individual no IPCA-15 deste mês, de -0,12%. Em dezembro estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Em janeiro, a bandeira vigente é a verde, sem custo adicional para os consumidores. Em janeiro, a taxa de água e esgoto subiu 1,74%, e o gás encanado teve alta de 2,51%. Os gastos das famílias brasileiras com Saúde e cuidados pessoais passaram de um recuo de 0,01% em dezembro para uma elevação de 0,81% em janeiro, com contribuição de 0,11% para o IPCA-15 deste mês. As maiores pressões partiram de artigos de higiene pessoal, que subiram 1,38% e impactaram a inflação em 0,05%, do plano de saúde, com alta de 0,49% e contribuição de 0,02%.
Os gastos das famílias brasileiras com Comunicação passaram de uma elevação de 0,01% em dezembro para um aumento de 0,73% em janeiro, uma contribuição de 0,03% para o IPCA-15 deste mês. O resultado do grupo foi impulsionado pelo aumento de 2,57% no subitem aparelho telefônico. Dois dos nove grupos de produtos e serviços que integram o IPCA-15 registraram quedas de preços em janeiro. As deflações ocorreram em Habitação, redução de 0,26% e impacto de -0,04%, e Transportes, queda de 0,13%, uma contribuição de -0,03% para a alta de 0,20% registrada pelo IPCA-15 deste mês. Os aumentos foram registrados em Artigos de Residência, alta de 0,43% e impacto de 0,02%; Saúde e cuidados pessoais, aumento de 0,81% e contribuição de 0,11%; Comunicação, alta de 0,73%, impacto de 0,03%.
Vestuário teve aumento de 0,28%, impacto de 0,01%; Despesas Pessoais, aumento de 0,28%, impacto de 0,03%; Alimentação e bebidas, aumento de 0,31%, impacto de 0,07%; e Educação, alta de 0,05% e impacto de 0,00%. O resultado geral do IPCA-15 em janeiro foi decorrente de altas de preços em 9 das 11 regiões pesquisadas. A maior taxa foi registrada no Recife (PE), alta de 0,64%. O menor resultado ocorreu em São Paulo (SP), queda de 0,04%. Os recuos nos preços da energia elétrica residencial e das passagens aéreas ajudaram conjuntamente a deter a prévia da inflação oficial no País em -0,19% em janeiro. Completam o ranking de maiores alívios neste mês o leite longa vida (-7,93% e -0,05%), ônibus urbano (-2,79% e -0,03%) e hospedagem (-2,41% e -0,02%). Na direção oposta, figuraram no ranking de maiores pressões sobre o IPCA-15 os subitens gasolina (impacto de 0,05%), tomate (0,03%), taxa de água e esgoto (0,03%) e aluguel residencial (0,03%). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.