27/Jan/2026
O dólar fechou esta segunda-feira (26/01) praticamente estável ante o Real, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou baixas ante a maior parte das demais divisas, com investidores à espera das decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos nesta quarta-feira (28/01). O dólar fechou com leve recuo de 0,14%, a R$ 5,28, no menor valor de fechamento desde os R$ 5,27 de 11 de novembro do ano passado. Em 2026, a divisa acumula baixa de 3,81%. A sessão foi marcada pelo recuo da moeda norte-americana ante as demais divisas ao redor do mundo, em especial iene, em meio à expectativa de que o Banco do Japão possa intervir no mercado para segurar a divisa japonesa.
A moeda norte-americana também cedia ante o euro e a libra e em relação a pares do Real como o rand sul-africano e o peso chileno. Segundo o Banco Moneycorp, o dólar continua se enfraquecendo perante as outras moedas e o câmbio foi junto. Após registrar a cotação máxima de R$ 5,29 (+0,09%), ainda na primeira hora de negócios, o dólar cedeu à mínima de R$ 5,26 (-0,50%), em um momento em que as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) também oscilavam perto das mínimas e o Ibovespa ameaçava virar para o positivo. Na semana passada, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa conduziu a alta firme do Ibovespa, de 8,53%, e o recuo do dólar para abaixo dos R$ 5,30.
Se o Brasil continuar recebendo um bom volume de investimentos estrangeiros e tiver novas quedas do dólar no exterior, há espaço para cotações abaixo dos R$ 5,25. Na reta final da sessão, o dólar se reaproximou da estabilidade, com os agentes mantendo a cautela antes das decisões de política monetária da semana. O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) decide na quarta-feira (28/01) sobre sua taxa de referência, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%. O Banco Central do Brasil anunciará na mesma data o novo patamar da Selic, hoje em 15% ao ano. Em ambos os casos a expectativa é de manutenção das taxas.
O diferencial entre as taxas de juros norte-americana e brasileira vem sendo apontado como um fator de atração de recursos para o Brasil, mantendo o dólar em níveis distantes dos R$ 6,00 nos últimos meses. O Banco Central informou que o saldo de transações correntes do Brasil foi negativo em US$ 68,791 bilhões em 2025. Na outra ponta, o investimento direto no País foi positivo em US$ 77,676 bilhões. O Banco Central vendeu apenas US$ 1 bilhão do total de US$ 2 bilhões ofertados em dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) simultâneos, para rolagem do vencimento de 3 de fevereiro. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, caía 0,21%, a 97,016. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.