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27/Jan/2026

Mar Vermelho: escalada de tensões entre EUA-Irã

Rebeldes Houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, ameaçaram novos ataques contra navios que cruzam o corredor do mar Vermelho, em meio à crescente tensão regional provocada pela aproximação de um porta-aviões norte-americano e por ameaças de ação militar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã. Os rebeldes já atacaram mais de 100 embarcações no Mar Vermelho, em uma campanha que dizem ter como objetivo pressionar Israel pela guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza. Os ataques haviam sido suspensos após um cessar-fogo, mas o grupo afirmou que pode retomá-los. As ameaças ocorrem enquanto o porta-aviões USS Abraham Lincoln e destróieres com mísseis guiados seguem para a região. Trump afirmou que o deslocamento ocorre "por precaução", caso decida agir contra o Irã, e citou como linhas vermelhas o assassinato de manifestantes pacíficos e a realização de execuções em massa de presos.

O Ministério da Defesa do Irã advertiu que qualquer ataque de Israel ou dos Estados Unidos receberia uma resposta "mais dolorosa e decisiva". O Irã também restringiu voos de pequenas aeronaves privadas e viu companhias aéreas ocidentais evitarem seu espaço aéreo. Em paralelo, cresce o número de mortos na repressão a protestos iniciados em 28 de dezembro. Um grupo de direitos humanos estima 5.848 mortos e mais de 41 mil presos, enquanto o governo iraniano reconhece 3.117 mortes. Nesta segunda-feira (26/01), o presidente dos Estados Unidos afirmou que acredita que o Irã queira negociar um acordo, enquanto eleva a presença militar na região. O chefe da Casa Branca disse que mantém a via diplomática aberta e ainda não tomou uma decisão final sobre um possível ataque, que segue em consideração após o envio do que ele chamou de "grande armada".

Trump ainda indicou que qualquer acordo exigiria concessões amplas do Irã, termos ainda não aceitos. Ainda, o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos (EAU) reafirmou o compromisso de não permitir que o espaço aéreo, território ou águas do país sejam usados em quaisquer ações militares hostis contra o Irã, em comunicado divulgado nesta segunda-feira (26/01). Os emiradenses também não fornecerão "qualquer apoio logístico" nesse sentido. O ministério reitera a convicção dos EAU de que o diálogo, a redução das tensões, o respeito ao direito internacional e à soberania estatal constituem os fundamentos mais eficazes para lidar com as crises atuais. O país defende a resolução de problemas por via diplomática. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.