ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

26/Jan/2026

Perspectivas para commodities agrícolas em 2026

Segundo o UBS Global Wealth Management, o óleo de soja figura entre as commodities agrícolas com melhor perspectiva de valorização em 2026, enquanto o milho ainda enfrenta um ambiente de preços pressionados por excesso de oferta global, especialmente nos Estados Unidos. Os preços das commodities como um todo devem subir ao longo de 2026, movimento liderado pelos segmentos de energia e agricultura. Entre os produtos agrícolas, se destacam o óleo de soja, açúcar e boi gordo como aqueles com melhor retorno prospectivo, em um cenário influenciado principalmente por fatores estruturais, enquanto os riscos associados ao crescimento econômico aparecem mais equilibrados. No caso dos grãos, porém, o cenário segue mais desafiador. Grãos e commodities softs enfrentaram dificuldades em 2025, encerrando o ano com quedas aproximadas de 5% e 8%, respectivamente.

O relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou a continuidade de um superávit global de grãos, com o milho sendo o mais pressionado, em função de produtividade e área colhida acima do esperado nos Estados Unidos. Esse excesso de oferta permanece como um limitador relevante para uma recuperação mais consistente dos preços do cereal no curto prazo. A produção norte-americana superou as estimativas iniciais, elevando os estoques e mantendo as cotações sob pressão. A leitura para 2026 dependerá da combinação entre área plantada nos Estados Unidos, condições climáticas ao longo do ciclo e do ritmo de consumo, em especial pela indústria de etanol de milho. No complexo da soja, embora o relatório não traga projeções específicas para o grão, o destaque ao óleo de soja sinaliza uma visão mais construtiva para os derivados, em um contexto de demanda estruturalmente mais firme ao longo do próximo ano.

Chama atenção o aumento das incertezas climáticas em 2026, à medida que os padrões do fenômeno ENSO migram de La Niña para El Niño. Essa transição tende a elevar a volatilidade nos mercados agrícolas, com impactos potenciais sobre regiões produtoras de grãos e softs. Para o Brasil, mudanças no regime climático são particularmente relevantes, dado o papel do País nas cadeias globais de soja, milho, açúcar e café. Em termos mais amplos, preços mais altos de commodities tendem a favorecer estratégias focadas em rendimento e a diversificação de portfólios, sobretudo em um ambiente de déficits fiscais persistentes nas principais economias e de juros ainda em processo de ajuste. Dentro desse quadro, o agronegócio aparece como um dos vetores centrais da tese positiva do UBS para 2026, ainda que, no caso do milho, o mercado precise primeiro absorver o atual excedente de oferta antes de uma melhora mais consistente nas cotações. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.