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21/Jan/2026

Comércio global: efeito limitado de tarifas dos EUA

Segundo o Itaú, apesar de ser sem precedentes nas últimas décadas, o tarifaço imposto pelos Estados Unidos a alguns de seus principais parceiros teve efeito apenas limitado sobre o comércio global em 2025. Houve, de fato, redução nas exportações diretas de outras nações para os Estados Unidos, compensada pelo redirecionamento das cargas a outros destinos e pela intensificação da triangulação comercial. Em termos agregados, a despeito do aumento das tarifas, o comércio internacional segue resiliente, consistente com um crescimento econômico global acima de 3%. Também chama atenção que o ritmo de crescimento atual das exportações é superior ao período de 2018 a 2019, na primeira guerra comercial, quando o aumento de tarifas foi bem menos abrangente.

As exportações para destinos fora dos Estados Unidos vêm sendo estimuladas pela "força da China" como nova propulsora do comércio global. O fluxo de comércio da China hoje é maior do que o daquela época e tem compensado, ao menos em parte, o maior fechamento da economia norte-americana. O Brasil foi um dos países mais tarifados pelos Estados Unidos, ao lado da própria China, Coreia do Sul e Japão. A estimativa é de que a tarifa efetiva vigente para o Brasil chegou a 30% em agosto, após o Liberation Day, de Donald Trump, sendo reduzida a 25% em novembro, depois das negociações por exceções. Com isso, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 35% em outubro, 30% em novembro e 7% em dezembro, na comparação com iguais meses de 2024.

O setor agrícola conseguiu compensar a queda de vendas para os Estados Unidos, mas o mesmo não ocorreu em alguns segmentos da indústria, que se mostraram mais vulneráveis à perda de competitividade no mercado norte-americano. Entre os setores mais penalizados, as exportações industriais ligadas ao minério de ferro e à madeira. À frente, o fluxo de exportações globais deve seguir resiliente. No curto prazo, o PMI global de novas ordens de exportações continua indicando resiliência, enquanto, no médio prazo, a economia chinesa continuará sendo um propulsor do comércio global, diante da aparente dificuldade em completar a transição para um modelo de crescimento calcado no mercado consumidor doméstico. O PMI é o Índice dos Gerentes de Compras (Purchasing Managers’ Index). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.