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19/Jan/2026

Brasil: inflação acelera o ritmo de alta em janeiro

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-10) subiu 0,29% em janeiro, após alta de 0,04% em dezembro. A alta mensal de 0,29% é a mesma do ano. Em 12 meses, o indicador acumula recuo de 0,99%. Entre os componentes do IGP-10, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10) subiu 0,24% em janeiro, ante queda de 0,03% em dezembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) avançou 0,39% em janeiro, depois de um aumento de 0,21% em dezembro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) avançou 0,47% em janeiro, ante alta de 0,22% em dezembro. Os aumentos nas despesas com educação, passagem aérea e alimentação aceleraram a inflação ao consumidor medida pelo IGP-10 em janeiro.

No ranking de principais pressões em janeiro figuraram passagem aérea (3,29%), curso de ensino superior (1,73%), curso de ensino fundamental (1,92%), refeições em bares e restaurantes (0,76%) e taxa de água e esgoto residencial (1,17%). Na direção oposta, houve alívios da tarifa de eletricidade residencial (-1,77%), leite longa vida (-3,05%), protetores para a pele (-2,36%), ovos (-2,48%) e manga (-6,66%). Os preços ao consumidor, sazonalmente no início do ano, apresentam maiores elevações no grupo Educação, em razão do início do novo ano letivo. Além disso, houve uma reaceleração nos preços dos alimentos, contribuindo para o avanço do IPC em relação a dezembro.

Em relação ao mês anterior, cinco das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas: Vestuário (de -1,30% em dezembro para 0,87% em janeiro), Alimentação (de -0,19% para 0,50%), Transportes (de 0,23% para 0,40%), Despesas Diversas (de 0,00% para 0,11%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,16% para 0,22%). As taxas foram mais baixas nos grupos Educação, Leitura e Recreação (de 1,86% para 1,27%), Habitação (de 0,28% para 0,08%) e Comunicação (de 0,10% para 0,00%). O aumento de 4,94% no custo do minério de ferro puxou a aceleração da inflação no atacado dentro do IGP-10 de janeiro.

No ranking de principais pressões figuraram também o farelo de soja (3,64%), milho em grão (1,57%), carne bovina (1,13%) e álcool etílico anidro (3,61%). Na direção oposta, houve alívio do leite in natura (-5,88%), soja em grão (-1,32%), ovos (-11,24%), café em grão (-2,33%) e carne de aves (-4,03%). Quanto aos diferentes estágios de processamento, os bens finais caíram 0,26% em janeiro, ante alta de 0,12% em dezembro. Os bens intermediários subiram 0,40% em janeiro, após elevação de 0,06% em dezembro. As matérias-primas brutas avançaram 0,48% em janeiro, ante queda de 0,18% em dezembro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.