19/Jan/2026
O primeiro-ministro de Taiwan, Cho Jung-tai, elogiou na sexta-feira (16/01) um novo acordo comercial com os Estados Unidos como o "melhor acordo tarifário" já obtido por países com superávit em relação aos Estados Unidos. Um representante chinês criticou o entendimento. O acordo reduz as tarifas norte-americanas sobre produtos taiwaneses para 15%, em troca de US$ 250 bilhões em novos investimentos na indústria de tecnologia dos Estados Unidos. O arranjo é semelhante aos pactos firmados com União Europeia e Japão após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar tarifas amplas a parceiros comerciais. "Por enquanto, obtivemos o melhor acordo tarifário entre os países com superávit comercial com os Estados Unidos", afirmou Jung-tai, acrescentando que o entendimento "mostra que os Estados Unidos veem Taiwan como um parceiro estratégico". Segundo ele, a tarifa de 15% será aplicada sem sobretaxas adicionais e iguala o tratamento dado a Japão, Coreia do Sul e União Europeia. Inicialmente, Trump havia fixado a tarifa em 32%, depois reduzida para 20%. A China, que reivindica Taiwan como parte de seu território, reagiu.
"A China sempre se opõe firmemente a que países que mantêm relações diplomáticas conosco assinem acordos com a região de Taiwan que tenham conotações de soberania", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos afirmou que o acordo prevê a criação de parques industriais em solo norte-americano para impulsionar a manufatura doméstica, classificando-o como "histórico" para o setor de semicondutores. Jung-tai disse ainda que setores como o automotivo e o de móveis de madeira terão tarifa de 15%, enquanto alguns componentes aeroespaciais ficarão isentos. O acordo ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento taiwanês, onde há preocupações sobre impactos na indústria local de chips. O anúncio ocorre no momento em que a TSMC, maior fabricante mundial de semicondutores, prevê elevar seus investimentos e acelerar a construção de fábricas no Arizona, em meio ao avanço da inteligência artificial (IA). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.