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16/Jan/2026

Dólar recua na contramão do movimento externo

O dólar interrompeu uma sequência de três sessões consecutivas de altas e fechou esta quinta-feira (15/10) em baixa ante o Real, com agentes do mercado citando um fluxo de entrada de recursos no Brasil, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou ganhos ante as divisas fortes. O dólar fechou em baixa de 0,61%, a R$ 5,36, após acumular nas três sessões anteriores elevação de 0,65%. No ano, a divisa acumula queda de 2,20%. Antes da abertura da sessão, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial da Reag Trust Distribuidora de Títulos Valores Mobiliários, rebatizada de CBSF, gestora ligada às fraudes do Banco Master, também em liquidação.

A liquidação da Reag ocorreu "por graves violações às normas" do sistema financeiro. Embora o noticiário sobre a Reag tenha ficado no radar dos investidores, profissionais pontuaram que ele não influenciou os preços. Assim, o dólar se manteve próximo da estabilidade ante o Real, embora no exterior a divisa norte-americana subisse ante seus pares fortes e sustentasse sinais mistos ante as moedas emergentes. Na segunda metade da sessão, porém, o dólar se firmou em baixa, com alguns profissionais citando um fluxo positivo de recursos para o Brasil, em meio ao relativo alívio com o cenário externo e à queda inesperada dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.

Em entrevista exclusiva à Reuters, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não tem planos de demitir o chair do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, apesar de uma investigação criminal do Departamento de Justiça sobre sua conduta. Trump também disse que a Ucrânia, e não a Rússia, está impedindo um possível acordo de paz e, em outros momentos da entrevista, ameaçou intervir em apoio aos manifestantes no Irã. Ao mesmo tempo, afirmou que as mortes na repressão aos protestos no Irã estavam diminuindo. Segundo a Nomad, o dólar recuou no mercado doméstico em meio a um ambiente de apetite renovado por risco no cenário externo, sustentado pela suavização da retórica dos Estados Unidos em relação ao Irã, o que reduziu prêmios geopolíticos incorporados nos ativos durante as últimas semanas.

A percepção de risco também foi beneficiada pela sinalização de Donald Trump de que não pretende demitir Jerome Powell, preservando a leitura de independência do Federal Reserve, em um contexto de dados econômicos positivos de atividade nos Estados Unidos divulgados nesta quinta-feira (15/01). No exterior, o dólar seguia em alta ante as divisas fortes, mas recuava ante pares do Real como o peso mexicano, o rand sul-africano e a lira turca. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,24%, a 99,312. O Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.