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16/Jan/2026

Grãos: previsão de safra recorde no País em 25/26

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) manteve a perspectiva de uma colheita recorde de grãos na safra 2025/2026, em 353,1 milhões de toneladas. O número é 0,4% inferior ao previsto no levantamento anterior, mas ainda 0,3% superior, ou 987,5 mil toneladas, ao colhido na temporada passada, de 352,1 milhões de toneladas. A safra vem se mantendo com a perspectiva de ser a maior da história. Os ajustes em relação ao levantamento anterior foram em área e produtividade. A 2ª safra de 2026 ainda está sendo semeada, portanto, ajustes podem ocorrer em relação à área, mas a estimativa prevê aumento de área e, se tudo correr bem, produção recorde. A soja segue como o carro-chefe da safra, com produção estimada em 176,12 milhões de toneladas. Apesar do atraso no início da semeadura da cultura, o desenvolvimento da soja é considerado satisfatório na maior parte dos Estados com perspectiva de recuperação de produtividade no Rio Grande do Sul.

O cultivo entrou em colheita e mantém a perspectiva de produção recorde, sustentada pelo aumento da área cultivada porque muito dificilmente encontraremos produtividades tão boas como na última safra nessa temporada. A continuidade das chuvas nos próximos dois meses será indispensável para definição de boas produtividades e, consequentemente, desse cenário de recorde de produção. Para o milho, a previsão também é de menor produtividade que a vista em 2024/2025, com safra estimada em 138,9 milhões de toneladas. Há maior área cultivada na safra, principalmente na 2ª safra de 2026 que começou a ser cultivada. A safra de verão (1ª safra 2025/2026) deve apresentar menor produtividade, enquanto os rendimentos da 2ª safra de 2026 devem voltar à normalidade. A produção de arroz e feijão devem ficar abaixo do colhido na temporada passada, mas em volume considerado suficiente para atender ao mercado interno e exportar os excedentes. Para o arroz, a estimativa é de produção de 11,06 milhões de toneladas, enquanto a safra de feijão é projetada em 3,05 milhões de toneladas.

Quanto ao clima, com base nas previsões meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de ocorrência de chuvas em boa parte do País ao longo deste mês. Isso deve permitir avançar no desenvolvimento das culturas e no plantio da 2ª safra de 2026. Nos primeiros quinze dias do mês, ainda chama atenção o norte do Pará, do Maranhão e parte do Piauí que tiveram irregularidade de chuvas e não estão com armazenamento tão bom, mas o modelo indica ocorrência de chuvas. O mês de dezembro foi marcado por precipitações regulares na maior parte das regiões produtoras, o que ajudou na recuperação das áreas afetadas pelo veranico e estresse hídrico de novembro e favoreceu a manutenção da umidade do solo nessas áreas. De maneira geral, os níveis de umidade do solo se encontram em níveis satisfatórios, com bons volumes de chuvas nas Regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.