15/Jan/2026
O dólar fechou esta quarta-feira (14/01) em alta ante o Real, novamente acima dos R$ 5,40, na contramão do recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, em uma sessão marcada pela suspensão do processamento dos vistos de brasileiros pelos Estados Unidos e por nova pesquisa eleitoral Genial/Quaest. O dólar fechou em alta de 0,47%, a R$ 5,40. No ano, a divisa acumula queda de 1,60%. No início da sessão, a moeda norte-americana oscilou em torno da estabilidade no Brasil, com investidores à espera da divulgação de dados da economia norte-americana e de nova pesquisa Genial/Quaest sobre o cenário eleitoral. Divulgada pouco depois das 10h, a pesquisa mostrou que, em um dos cenários estimulados para o primeiro turno, Lula tem 36% das intenções de voto, o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 23% e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 9%. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos. Nas simulações de segundo turno, Lula vence Tarcísio por 44% a 39% e supera Flávio por 45% a 38%.
A pesquisa mostrou ainda que a avaliação do governo Lula variou dentro da margem de erro do levantamento. O percentual dos que têm uma avaliação negativa do governo passou de 38% para 39%, enquanto os que enxergam a gestão positivamente foram de 34% para 32%. O levantamento trouxe pouca volatilidade para o dólar, que seguiu próximo da estabilidade até que a Fox News informou que os Estados Unidos vão suspender o processamento de vistos para brasileiros, dentro de uma medida mais ampla que atinge ao todo 75 países. A notícia foi mal-recebida. Após marcar a cotação mínima de R$ 5,35, já após a pesquisa Genial/Quaest, o dólar atingiu a máxima de R$ 5,42 (+0,89%), em uma reação imediata à notícia sobre os vistos. Perto deste horário, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de alguns prazos também marcaram picos. Segundo a Correparti Corretora, mesmo que não afete o fluxo de dólares para o Brasil, a questão dos vistos pegou no câmbio.
Passado o impacto inicial, o dólar devolveu os ganhos e voltou a oscilar abaixo dos R$ 5,40. Durante a tarde, no entanto, a moeda recuperou algum fôlego, até encerrar pouco acima dos R$ 5,40. O movimento contrastou com o exterior, onde o dólar cedia ante boa parte dos pares do Real, como o peso chileno e o peso mexicano, além de ceder em relação às moedas fortes. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, caía 0,09%, a 99,100. Um dos destaques era o recuo de 0,38% do dólar ante o iene, para 158,53 ienes, após autoridades japonesas ameaçarem intervir no mercado para sustentar sua divisa. As tensões geopolíticas envolvendo a Groenlândia e o Irã também seguiram no radar, assim como declarações de autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos. O Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.