15/Jan/2026
De acordo com um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre novos empregos na era da IA, divulgado nesta quarta-feira (14/01), e que destaca como essas transformações podem incrementar os ganhos em produtividade, as escolhas de políticas públicas determinarão se trabalhadores e empresas estarão adequadamente preparados para a revolução da inteligência artificial (IA) e as novas habilidades demandadas pelo mercado de trabalho. A utilização de novas habilidades por parte dos trabalhadores será crucial para encontrar ou manter um emprego. A análise revela a dimensão da demanda por novas competências: 1 em cada 10 vagas anunciadas em economias avançadas e 1 em cada 20 em economias de mercados emergentes já exige pelo menos uma nova habilidade.
Cargos profissionais, técnicos e gerenciais apresentam a maior demanda por novas habilidades, especialmente em TI. Os países devem adotar políticas para ajudar os trabalhadores a se adaptarem, adquirirem novas habilidades e permanecerem ativos no mercado de trabalho, além de ampliar sua mobilidade por meio de moradia acessível e arranjos de trabalho flexíveis. A análise do FMI baseia-se em uma combinação de fontes de dados internacionais, que vão desde países avançados a emergentes. O Brasil se encaixa ao lado de México e Suécia como nações com alta demanda por novas competências, mas oferta relativamente baixa.
Esses países precisam investir em capacitação e garantir uma melhor formação em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Também podem precisar terceirizar atividades ou depender de trabalhadores estrangeiros com essas habilidades. Quando setores demandam, novas habilidades se expandem, podem gerar renda e efeitos de transbordamento que elevam o emprego e os salários. O sucesso dependerá de passos ousados tomados agora: investir em habilidades, apoiar os trabalhadores durante as transições de emprego e manter os mercados competitivos para que a inovação beneficie a todos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.