14/Jan/2026
De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os brasileiros ficaram menos endividados e menos inadimplentes na passagem de novembro para dezembro. O resultado, porém, ficou acima do fechamento de 2024 para ambos os indicadores. A proporção de famílias com dívidas caiu de 79,2% em novembro para 78,9% em dezembro. Em dezembro de 2024, esse percentual era de 76,7%. A fatia de famílias inadimplentes desceu de 30,0% em novembro para 29,4% em dezembro. Essa proporção era de 29,3% em dezembro de 2024. Além disso, a fatia de famílias brasileiras afirmando que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso, ou seja, que permanecerão inadimplentes, diminuiu de 12,9% em novembro para 12,6% em dezembro.
Houve melhora também em relação a dezembro de 2024, quando essa proporção era de 13,0%. Apesar da melhora recente, a curva de endividamento acompanhou a alta da taxa básica de juros, a Selic, ao longo do ano. É mais um indício de que é preciso diminuir os juros de maneira responsável. A economia brasileira mostra sinais de consistência, fechando 2025 com inflação, câmbio e emprego melhores do que o esperado; porém, a continuação desses resultados depende diretamente de um ambiente mais favorável à livre-iniciativa, considerando a instabilidade global. A pesquisa considera como dívidas as contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa. A proporção de famílias com contas em atraso por mais de 90 dias passou de 48,5% em novembro para 48,6% em dezembro.
O resultado ficou abaixo da fatia de 49,2% registrada em dezembro de 2024. A proporção de famílias comprometidas com dívidas por mais de um ano caiu de 32,1% em novembro para 31,8% em dezembro. Em dezembro de 2024 essa fatia era mais elevada, de 36,3%. A CNC prevê tendência de queda tanto no endividamento quanto na inadimplência durante o primeiro trimestre de 2026. A expectativa é de que, ainda no primeiro semestre, o Banco Central entenda a necessidade de trabalhar com uma taxa Selic mais razoável do que a que vemos desde a metade de 2025. O último trimestre foi de bons resultados, muito por conta do 13º salário e das datas festivas, mas há um risco iminente no ciclo de endividamento, principalmente por cartão de crédito, uma “bola de neve das dívidas". Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.