14/Jan/2026
O Brasil teve superávit comercial de US$ 2,8 bilhões com o Irã em 2025, resultado de US$ 2,9 bilhões em exportações e US$ 84,6 milhões em importações. A participação do país no comércio exterior brasileiro é baixa, com 0,84% de participação nas exportações brasileiras (31º destino de vendas) e 0,03% nas importações (82º no ranking de compras). A corrente de comércio (soma das exportações e importações) totalizou US$ 3 bilhões.
O país é o novo alvo de medidas comerciais do presidente norte-americano, Donald Trump, que anunciou que países que façam negócios com o Irã terão que lidar com uma tarifa adicional de 25% sobre "todo e qualquer" comércio feito com os Estados Unidos. Os principais produtos exportados pelo Brasil ao Irã no ano passado foram milho não moído (67,9% de participação no total exportado, no valor de US$ 2 bilhões) e soja (19,3% de participação, o equivalente US$ 563,6 milhões). Pelo lado das importações, o principal item comprado dos iranianos foi o conjunto de adubos ou fertilizantes químicos (79,0% do total, sendo US$ 66,8 milhões).
Donald Trump não deu detalhes adicionais, mas a medida acontece em meio ao crescimento de tensões entre Estados Unidos e Irã, após a eclosão de protestos no país mesmo diante de forte repressão do regime iraniano. Sanções econômicas eram uma das respostas consideradas pelo presidente norte-americano para pressionar o Irã a atender as suas demandas, de renegociar o programa nuclear e de aliviar a repressão aos protestos, que já deixou centenas de mortos. Os rivais árabes do Irã do outro lado do Golfo Pérsico têm pressionado o governo Trump contra um ataque a Teerã, após os Estados Unidos os alertarem para estarem preparados para tal ação militar.
Arábia Saudita, Omã e Catar estão dizendo ao governo norte-americano que uma tentativa de derrubar o regime iraniano abalaria os mercados de petróleo e, em última análise, prejudicaria a economia dos Estados Unidos. Os países árabes temem a interrupção do fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz e outras repercussões, e já asseguraram ao Irã que não se envolveriam em um conflito potencial ou permitiriam uso do seu espaço aéreo pelos Estados Unidos.
O Ministério da Defesa do Irã alertou que novamente que responderá de forma mais decisiva a qualquer novo ato de agressão, em reação a ameaças do governo norte-americano. O Irã está muito mais preparado para quaisquer possibilidades do que estava durante a guerra de 12 dias, em junho do ano passado, acrescentando que possui muitas surpresas reservadas e eficazes em qualquer caso de agressão externa após os reparos na capacidade de produção militar. O alerta foi estendido a qualquer país que fornece assistência contra o Irã. Fontes: Broadcast Agro, Wall Street Journal e PressTV Iran. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.