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13/Jan/2026

Dólar encerrou praticamente estável ante o Real

Em mais uma sessão sem gatilhos fortes no noticiário brasileiro, o dólar encerrou esta segunda-feira (12/01) próximo da estabilidade ante o Real, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou perdas ante a maior parte das demais divisas, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a ameaçar o chair do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, desta vez com uma possível acusação criminal. O dólar encerrou em leve alta de 0,11%, a R$ 5,37. No ano, a divisa acumula queda de 2,13%. No domingo (11/01), Powell revelou que o Fed havia recebido intimações do Departamento de Justiça referentes a comentários que ele fez ao Congresso sobre os custos excedentes de uma reforma de US$ 2,5 bilhões na sede da instituição, em Washington. De acordo com o chair do Fed, "essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças do governo e da pressão contínua" por taxas de juros mais baixas e, de forma mais ampla, por uma maior influência sobre a instituição. A ameaça a Powell conduzia nesta segunda-feira (12/01) a queda do dólar ante boa parte das demais divisas, como o euro, a libra, o franco suíço e a maior parte das moedas de países emergentes.

Neste cenário, o dólar marcou a cotação mínima de R$ 5,34 (-0,33%), logo após a abertura do mercado, mas depois a moeda se recuperou no Brasil. Segundo a FB Capital, a abertura do dólar para baixo estava em linha com o exterior. a maior parte das divisas emergentes estava se valorizando perante o dólar, embora o ambiente inspire muito cuidado ainda. Depois, o dólar voltou para o plano positivo no Brasil. A queda acumulada do dólar, de cerca de 2% desde o início de 2026, abria alguma possibilidade de realização, justificando cotações mais altas. Na maior cotação do dia, o dólar atingiu R$ 5,38 (+0,40%), para depois retornar para perto da estabilidade. Segundo a Nomad, embora o índice DXY (índice do dólar) estivesse em queda, a princípio o cenário doméstico não traz nada específico para justificar a desvalorização do Real em relação ao dólar, ao que parece ser apenas uma pontual saída de capital. O Brasil ainda negocia em um ambiente de liquidez reduzida, operando no patamar entre R$ 5,35 e R$ 5,40, com baixa amplitude de preço e poucos catalisadores domésticos.

No noticiário local, destaque apenas para o encontro entre representantes do Banco Central e do Tribunal de Contas da União (TCU), para discutir o caso do Banco Master. Após a reunião, o presidente do tribunal, ministro Vital do Rêgo, afirmou ter sido informado pelo Banco Central que é “muito importante” que o órgão faça inspeção na autoridade monetária sobre a liquidação do banco. Segundo ele, a inspeção pelo TCU será feita com interlocução entre os dois órgãos. O boletim Focus do Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim de 2026 e de 2027 seguiu em R$ 5,50. A inflação esperada para 2026 passou de 4,06% para 4,05% e para 2027 seguiu em 3,80%. A taxa básica Selic para o fim deste ano continuou em 12,25% e para o final do próximo ano permaneceu em 10,50%. O diferencial entre a taxa de juros norte-americana, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, e brasileira, que está em 15%, vem sendo apontado como um fator de atração de recursos para o Brasil, mantendo o dólar em níveis mais distantes dos R$ 6,00 nos últimos meses. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, caía 0,37%, a 98,865. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.