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13/Jan/2026

Focus revisa projeção da inflação brasileira em 2026

INFLAÇÃO

A projeção para o IPCA de 2026 oscilou de 4,06% para 4,05%. A taxa está 0,45% abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 4,10%. O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%. O resultado ficou abaixo da estimativa do Banco Central para o período, de alta de 4,4%. A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5% para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo.

As projeções para o IPCA de 2027 e de 2028 permanecem em 3,80% e 3,50%, respectivamente, pela 10ª semana consecutiva. Para o IPCA de 2029, a previsão permanece em 3,50%, pela 19ª semana seguida. O IPCA deve acumular alta de 1,23% no trimestre de janeiro a março de 2026. A projeção para janeiro oscilou de 0,36% para 0,35%, e para fevereiro permanece em 0,53%. Para março, segue em 0,35%. Um mês antes, eram de 0,40%, 0,54% e 0,35%, nesta ordem.

PIB

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permanece em 1,80%, pela 5ª semana seguida. A estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2027 também permanece estável, em 1,80%. Há um mês, era de 1,83%. As estimativas intermediárias para 2028 e 2029 permanecem estáveis em 2,0% pela 96ª e 43ª semana seguida, respectivamente.

JUROS

A projeção para a Selic no fim de 2026 permanece em 12,25%. Há um mês, estava em 12,13%. A projeção para o fim de 2027 continua em 10,50% pela 48ª semana seguida. A projeção para a Selic no fim de 2028 subiu de 9,75% para 9,88%. Há um mês, era de 9,50%. Para o fim de 2029, a estimativa permanece em 9,50%, pela 11ª semana seguida.

DÓLAR

A projeção para a cotação do dólar no fim de 2026 permanece em R$ 5,50 pela 13ª semana consecutiva. A projeção para a moeda no fim de 2027 continua em R$ 5,50 pela 11ª leitura seguida. Para o fim de 2028, se mantém em R$ 5,52. Um mês antes, era de R$ 5,50. A moeda norte-americana fechou 2025 cotada em R$ 5,48, com perda acumulada de 11,18% frente ao Real. A apreciação da divisa brasileira foi motivada pelo enfraquecimento global do dólar e pela atratividade das operações de carry trade, na esteira do forte ciclo de aperto monetário conduzido pelo Banco Central, que levou a Selic a 15% ao ano.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.