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12/Jan/2026

Exportações do Agronegócio avançaram em 2025

Segundo o Ministério da Agricultura, as exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram o recorde de US$ 169,23 bilhões em 2025. O valor, o maior já registrado na série histórica, é 3% superior ao obtido no ano anterior, o equivalente a um aumento de US$ 4,93 bilhões ante os US$ 164,3 bilhões registrados um ano antes. O setor representou 48,5% dos embarques totais do País no último ano, em comparação com 48,7% de 2024. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o recorde no valor exportado é resultado da estratégia adotada pelo governo federal de diversificação de produtos e destinos. Para ele, o resultado reflete também a resiliência e o esforço do produtor brasileiro, que produziu em 2025 quantidade suficiente para abastecer o mercado interno, ajudando no controle dos preços, e exportar os excedentes. O resultado do setor foi impulsionado pelo aumento de 3,6% no volume de produtos comercializados ao exterior, o que compensou a queda de 0,6% nos preços médios.

Este incremento é explicado, em grande parte, devido à safra recorde 2024/2025, que chegou a 352,2 milhões de toneladas. Ademais, houve forte crescimento da produção pecuária, com recorde na produção de carne bovina, de frango e suína. Por outro lado, houve queda no índice de preço dos produtos exportados, que foi de 0,6%, gerando impacto negativo no valor exportado. Os dez principais produtos exportados do agronegócio brasileiro em 2025 foram soja em grãos (US$ 43,5 bilhões); carne bovina in natura (US$ 16,6 bilhões); café verde (US$ 14,9 bilhões); açúcar de cana (US$ 12,1 bilhões); celulose (US$ 10,2 bilhões); carne de frango in natura (US$ 8,6 bilhões); milho (US$ 8,5 bilhões); farelo de soja (US$ 7,92 bilhões); algodão não cardado nem penteado (US$ 4,9 bilhões); carne suína in natura (US$ 3,4 bilhões).Juntos, estes setores responderam por 77,2% do total embarcado pelo agronegócio no último ano, somando US$ 130,62 bilhões.

O agronegócio brasileiro conquistou no ano passado 525 novos mercados abertos. Esses mercados geraram aproximadamente US$ 4 bilhões em receitas cambiais adicionais à balança comercial do agronegócio. Destaque para a elevação de cerca de 15% nas exportações de produtos não tradicionais, diversificando a pauta exportadora. A diversificação de destinos possibilitou que o agronegócio brasileiro enfrentasse turbulências no cenário internacional (tarifaço, casos de Influenza Aviária, redução dos preços internacionais de algumas commodities, etc.). Entre os destinos, a China se manteve como a principal importadora de produtos do agronegócio brasileiro no ano passado, com US$ 55,3 bilhões comercializados ao país asiático, 32,7% das exportações do setor, 11% mais que em 2024. Na sequência, está a União Europeia, com US$ 25,2 bilhões exportados, 14,9% do total, 8,6% mais que em 2024, e Estados Unidos, com US$ 11,4 bilhões, 6,7% do total e 5,6% menos que no ano anterior. Ao longo do último ano, também cresceram as exportações de produtos agropecuários brasileiros para Paquistão, Argentina, Filipinas, Bangladesh, Reino Unido e México.

Em 2025, o País desembolsou US$ 20,2 bilhões com a importação de produtos agropecuários, aumento de 4,4% ante 2024. Os principais produtos agropecuários importados pelo Brasil em 2025 foram: trigo, salmão, papel, óleo de palma, malte, azeite de oliva e leite em pó. Além disso, houve aumento na aquisição de fertilizantes (US$ 15,51 bilhões, +14,1%; 45,75 milhões de toneladas, +3,0%) e defensivos (US$ 6,15 bilhões, +13,4%; 1,18 milhão de toneladas, +25,4%). Ao todo, a corrente de comércio agropecuário em 2025 foi de US$ 189,4 bilhões. O saldo da balança comercial do setor ficou positivo em US$ 149,07 bilhões no último ano, acima dos US$ 145, 001 bilhões de 2024. Em dezembro/2025, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram o recorde de US$ 14 bilhões, alta de 19,8% ante igual mês de 2024. As importações foram de US$ 1,62 bilhão, incremento de 6,8% em relação a dezembro de 2024, resultando em saldo da balança comercial de US$ 12,38 bilhões no último mês. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.