09/Jan/2026
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reagiu na quarta-feira (07/01) ao veto do presidente Lula na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. O dispositivo vetado originalmente blindava os recursos do Seguro Rural contra contingenciamentos do governo. Agora, a bancada promete empenho máximo para derrubar a decisão presidencial no Congresso. A preocupação é crítica: na última safra, a área coberta por seguro no Brasil despencou para menos de 8% da área cultivada, deixando o produtor exposto aos extremos climáticos (como a seca na Região Sul e as chuvas irregulares na Região Centro-Oeste). Avançar na cobertura e ter fluxo adequado de recursos são prioridades para 2026.
Se o veto for mantido, estima-se que o estado do Paraná será o mais prejudicado, já que concentrou 40% das apólices em 2025. Do outro lado, o Ministério da Agricultura tenta uma manobra alternativa, argumentando que a taxa Selic a 15% inviabiliza o aumento direto do subsídio. A proposta do governo é fundir o atual seguro rural com o Proagro e tornar o seguro obrigatório para quem toma crédito federal, apostando na “massificação” para diluir riscos. A FPA, no entanto, vê a medida como insuficiente e o veto como um risco à segurança jurídica da safra que se inicia. Fonte: Agência FPA. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.