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07/Jan/2026

Clima: chuvas devem favorecer a safra de verão

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que o mês de janeiro terá chuvas acima da média nas Regiões Norte, Centro-Oeste e Sul. Em contrapartida, áreas do centro-sul da Região Nordeste, do centro-norte da Região Sudeste e da porção leste da Região Centro-Oeste, devem registrar chuvas abaixo da média. A previsão indica que as temperaturas devem ficar acima da média em quase todo o País em janeiro. Segundo o Ministério da Agricultura, a previsão de chuvas acima da média em janeiro deve favorecer o desenvolvimento da safra brasileira de verão (1ª safra 2025/2026).

Para a Região Sudeste, a previsão é de volumes de chuva acima da média em praticamente todo o estado de São Paulo e no sul de Minas Gerais. Há projeção de chuvas abaixo da média no sul do Espírito Santo, no centro-norte do estado do Rio de Janeiro e em grande parte de Minas Gerais. Nas demais áreas da região, os acumulados tendem a permanecer próximos à média climatológica. A previsão de chuvas acima da média em São Paulo deve contribuir para a adequada reposição da umidade do solo e beneficiar o desenvolvimento das lavouras de grãos, cana-de-açúcar e café. Em Minas Gerais, Espírito Santo e centro-norte do Rio de Janeiro, áreas com previsão de baixo volume de chuvas e temperaturas elevadas pode haver limitação na disponibilidade hídrica do solo, o que pode afetar o desenvolvimento inicial das lavouras.

Para a Região Sul, a previsão é de até 50 milímetros acima da média histórica de janeiro em praticamente todos os Estados. Exceções ocorrem no centro-oeste de Santa Catarina e sul do Rio Grande do Sul, onde são previstos volumes próximos e abaixo da média do mês, respectivamente. A combinação de chuva acima da média na maior parte da região e temperaturas próximas ou levemente acima da média deve favorecer as culturas de verão em fase inicial. Essas condições também contribuem para a recuperação das pastagens. Por outro lado, a previsão de menores volumes de chuva, aliada à maior incidência de radiação solar no sul do Rio Grande do Sul, favorece a realização das operações de campo e o desenvolvimento da cultura do arroz irrigado.

Para Região Centro-Oeste, o Inmet projeta volumes de chuva acima da média em praticamente todo o estado de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, além de áreas do nordeste e sudoeste de Goiás. No restante da região, a previsão é de chuvas próximas ou abaixo da média. Na Região Centro-Oeste, principal produtora de grãos do País, volumes de chuva acima da média previstos para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul somados a temperaturas elevadas devem beneficiar os cultivos da safra de verão (1ª safra 2025/2026). Contudo, em Goiás, onde a previsão indica chuvas abaixo da média, pode ocorrer períodos de restrição hídrica, aumentando o risco de estresse hídrico nas lavouras em fases sensíveis do ciclo.

Para a Região Nordeste, a previsão é de chuva abaixo da média histórica de janeiro em praticamente toda a Bahia, centro-sul do Piauí, na região central do Maranhão e no oeste de Pernambuco, e chuvas acima da média histórica em áreas isoladas da Paraíba, Alagoas, Ceará, Piauí e Maranhão. Com a previsão de chuvas irregulares e volumes abaixo da média na Bahia, centro-sul do Piauí, centro do Maranhão e oeste de Pernambuco, o déficit hídrico associado a temperaturas acima da média pode comprometer a semeadura e o desenvolvimento das lavouras de sequeiro, como milho e feijão. Nas áreas com chuvas acima da média, especialmente na faixa litorânea e em estados como Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, as condições tendem a ser mais favoráveis ao desenvolvimento das culturas e à fruticultura irrigada.

Para a Região Norte, o Inmet prevê volumes de chuva até 50 milímetros acima da média histórica em grande parte do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e porções sul e centro-norte do Pará. Nas demais áreas da região, o prognóstico indica valores próximos ou abaixo da média, principalmente no centro-sul de Tocantins e sul de Roraima. A previsão de chuvas acima da média em grande parte do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e em áreas do Pará tende a contribuir para a reposição da umidade do solo, a semeadura e o desenvolvimento vegetativo dos cultivos de safra de verão (1ª safra 2025/2026) e a recuperação das pastagens. No entanto, o aumento das temperaturas, sobretudo em Tocantins, pode intensificar a evapotranspiração e elevar o risco de estresse térmico, especialmente nas áreas com previsão de chuvas abaixo da média. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.