07/Jan/2026
Segundo a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), com base em dados do Banco Central, a carteira ativa de crédito rural no País apresenta estresse financeiro em 15% dos recursos, alcançando R$ 123,6 milhões em novembro de um montante de R$ 812,7 bilhões em crédito rural. A parcela estressada refere-se a operações com atraso no pagamento, inadimplência, financiamentos prorrogados e operações renegociadas. Houve crescimento de 71% na carteira estressada entre julho de 2024 e novembro de 2025. Os números mostram deterioração acelerada da carteira de crédito rural, concentrada principalmente nos últimos meses.
Diferente de crises anteriores, o quadro atual no Brasil não é provocado por questões climáticas. O País registrou uma safra recorde em 2025, o que reforça que o problema é econômico. O principal ofensor é o nível elevado da taxa de juros, com a causa do problema estando no desequilíbrio fiscal. O cenário para o curto prazo não é animador. A previsão é que a situação do crédito rural continue a piorar no primeiro semestre de 2026, com uma possível estabilização apenas após o mês de maio, dependendo da normalização fiscal e da ausência de novos choques econômicos. A Farsul defende a aprovação do projeto de lei 5.122 de securitização de dívidas rurais para reestruturar o endividamento do setor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.