07/Jan/2026
A União Europeia ofereceu, nesta terça-feira (06/01), um incentivo financeiro aos agricultores para mitigar a resistência ao acordo comercial com o Mercosul, prometendo acesso antecipado a cerca de 45 bilhões de euros (US$ 53 bilhões) por meio de ajustes no orçamento de 2028/2034. A iniciativa, detalhada em carta da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pretende pavimentar o caminho para a assinatura do tratado na próxima semana e foi bem recebida pela primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, cujo país detém um voto decisivo.
Ministros da Agricultura do bloco reúnem-se nesta quarta-feira (07/01), em Bruxelas, com a votação do texto prevista para sexta-feira (09/01). O acordo, apoiado por Alemanha e Espanha para impulsionar exportações industriais, enfrenta oposição de setores agrícolas, especialmente na França, que temem a entrada de carne, açúcar e soja da América do Sul. A Itália deve votar a favor do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul na reunião de embaixadores marcada para a próxima sexta-feira (09/01), abandonando sua oposição anterior.
A mudança de postura ocorre após a aprovação de salvaguardas mais rígidas para produtos sensíveis, reforço nos controles fitossanitários e a proposta de um fundo de compensação de 1 bilhão de euros para o setor agrícola. A primeira-ministra Giorgia Meloni, que saudou os esforços da Comissão Europeia para apoiar os produtores, indicou que poderá formalizar o apoio ao tratado "em no máximo um mês". O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (06/01) que o acordo Mercosul-União Europeia está bem encaminhado.
Alckmin repetiu que está otimista e que esse acordo é importante em um momento em que a geopolítica está instável. Além disso, o ministro disse que o acordo, quando fechado, será o maior do mundo, fortalecendo o multilateralismo e o livre comércio. O próximo acordo, fruto de um longo trabalho, mais de duas décadas, é Mercosul- União Europeia. Está bem encaminhado. Ele reiterou o otimismo e afirmou que é muito importante para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global que, no momento de guerras, de conflitos, de geopolítica instável, de protecionismo, será o maior acordo do mundo. Fontes: AFP, Reuters e Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.