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06/Jan/2026

Dólar em baixa mesmo com tensões geopolíticas

Após atingir o valor máximo da sessão pela manhã, na esteira do ataque dos Estados Unidos à Venezuela no fim de semana, o dólar perdeu força ante o Real e fechou esta segunda-feira (05/01) em baixa, refletindo maior acomodação das cotações apesar do cenário geopolítico conturbado no exterior. A moeda norte-americana fechou em baixa de 0,35%, a R$ 5,40. Na madrugada de sábado (03/01), forças norte-americanas atacaram a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, que foi levado aos Estados Unidos para julgamento. A ação, que teve larga repercussão internacional, lançou dúvidas sobre a dinâmica global de produção e venda de petróleo, já que o país sul-americano possui a maior reserva comprovada de óleo do mundo. Além disso, o ataque acendeu o alerta na América Latina como um todo, em meio às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ações contra outros países, como a Colômbia e o México.

No campo político, o ataque norte-americano foi interpretado como um possível fator de fortalecimento da direita na América do Sul, em um ano em que haverá eleições no Peru, na Colômbia e no Brasil. Neste cenário, o dólar atingiu a cotação máxima de R$ 5,45 (+0,57%), em um momento em que a moeda norte-americana também sustentava ganhos ante outras divisas pares do Real no exterior. Ao longo da sessão, porém, o dólar perdeu força ante o Real e migrou para o território negativo. A cotação mínima foi de R$ 5,39 (-0,52%). A queda do dólar ocorreu em paralelo ao fortalecimento do Ibovespa e à perda de força das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), em uma sessão que acabou sendo positiva para os ativos brasileiros. No exterior, o dia foi de alta firme para os índices de ações e para o petróleo. Segundo a Nomad, o mercado de câmbio iniciou a sessão sob cautela, pressionado pelo risco geopolítico decorrente da prisão de Nicolás Maduro, o que levou à alta do dólar pela manhã.

No entanto, a tendência se reverteu ao longo da sessão, impulsionada pelo bom humor das bolsas globais e pela valorização das commodities, com destaque para o petróleo. No mercado, uma das percepções era de que a mudança de governo na Venezuela pode impulsionar a produção de petróleo no país, o que no longo prazo teria como resultado uma pressão de baixa sobre os preços globais da commodity, com impactos sobre a inflação. Porém, os efeitos do ataque norte-americano sobre os ativos nesta segunda-feira (05/01) acabaram diluídos. Segundo a Cash Wise Investimentos, os impactos no mercado brasileiro foram muito pequenos. No exterior também. No curto prazo, o impacto é mínimo, tanto no Brasil quanto no mundo. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, cedia 0,31%, aos 98,255. O Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.