22/Dec/2025
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou frustração e preocupação com o adiamento da assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, que era aguardada para p sábado (20/12), durante a cúpula dos chefes de Estado do bloco sul-americano. Diante da falta de consenso entre os países europeus que atrasou a conclusão do acordo, a CNI ressalta que as negociações em andamento com países como Canadá e México, assim como o lançamento de negociações com parceiros da América Central e o Reino Unido, ganharam ainda mais relevância. O texto negociado entre Mercosul e União Europeia traz benefícios a ambos os lados e respeita o equilíbrio entre interesses econômicos, sociais e ambientais.
Apesar do adiamento, há uma base sólida e espaço ao diálogo para que o processo encontre condições políticas e seja concluído até o início do ano que vem. Para a indústria brasileira, a entrada em vigor do acordo representa uma oportunidade de ampliar a inserção internacional do País, atrair investimentos, estimular ganhos de produtividade e fortalecer a competitividade. Adiar a assinatura do acordo neste momento é motivo de frustração, especialmente diante do longo histórico de negociações, mas a expectativa é de que o processo seja concluído o quanto antes, em benefício de uma integração econômica do Mercosul com a União Europeia.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, disse esperar que o adiamento da assinatura do acordo Mercosul-União Europeia seja curto. “É o maior acordo, são 720 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões de mercado. Então, esperamos que o mais rápido possível seja assinado o acordo, que é importante para a União Europeia, para o Mercosul e para o mundo, porque é uma sinalização de que é possível avançar com livre mercado e com multilateralismo,” afirmou. Ao comentar o adiamento do acordo com a União Europeia, Alckmin destacou que foi assinado em 2023 o Acordo Mercosul-Singapura e este ano, no segundo semestre de 2025, o Mercosul-Efta (bloco composto por quatro países de maior renda per capita do mundo - Noruega, Suíça, Liechtenstein e Islândia). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.