22/Dec/2025
O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, afirmou que os dois acordos que o Brasil possui com o México não foram atingidos pela nova lei mexicana, que aumentou as tarifas. O Congresso mexicano aprovou no começo de dezembro um aumento de pelo menos 35% nas tarifas de importação de 1,4 mil produtos de 12 países com os quais não possui acordos comerciais, entre eles o Brasil e a China, este último o principal país afetado. A expectativa é de que as novas tarifas entrem em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026. A medida foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado no mesmo dia. O partido da presidente Claudia Sheinbaum, que afirmou que as tarifas eram necessárias para impulsionar a produção nacional, controla ambas as Casas. “Todo o acordo automotivo está fora, totalmente fora”, informou. Ele apresentou uma estimativa de impacto.
Em 12 de dezembro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) calculou que as novas medidas tarifárias do México poderão impactar US$ 1,7 bilhão (14,7%) do que foi exportado pelo Brasil ao México em 2024. O que se imaginava anteriormente que teria um impacto de US$ 1,6 bilhão nas exportações, na realidade está em torno de US$ 600 milhões essa nova lei mexicana, informou Alckmin. Na quinta-feira (18/12), o vice-presidente brasileiro teve uma conversa com o embaixador do México no Brasil, Carlos García de Alba Zepeda, e disse estar otimista em avanços com aquele país. “Quando estive no México com a presidenta Claudia, nós acertamos um cronograma, não é de livre comércio, não é Mercosul, não é União Europeia, é aumentar as linhas tarifárias de preferência”.
Ele informou que o Brasil espera até julho de 2026 chegar a um entendimento de aumento das chamadas linhas tarifárias de preferência com o México e outros países. O mesmo trabalho com a Índia. A Índia não é acordo de livre comércio, mas é ampliar as linhas tarifárias de preferência. Os acordos com Canadá e Emirados Árabes estão sendo discutidos. Sobre o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, Alckmin destacou que hoje apenas 22% das exportações nacionais (cerca de US$ 8,8 bilhões em 2024) estão na sobretaxa de 50%. É importante avançar, pois os produtos que seguem tarifados são, em grande parte, industriais, que tem mais dificuldade de colocar em outros mercados, é mais customizado, mais dirigido, então não é tão fácil realocar em outros mercados”. O empenho é continuar esse trabalho para ter novos avanços. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.