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22/Dec/2025

Ministério da Agricultura destaca avanços de 2025

O ano de 2025 foi marcado por intenso trabalho, desafios e conquistas. Durante a gestão do ministro Carlos Fávaro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou novos programas para atender o setor do agronegócio brasileiro, como o Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq) e o Programa Solo Vivo. Destacam-se ainda o recorde de mais de 500 aberturas de novos mercados para produtos da agropecuária brasileira, a presidência da Junta Interamericana de Agricultura (JIA) e a participação em eventos internacionais como a Cúpula do Brics e a COP30. O foco nesses três anos foi transformar políticas públicas em instrumentos reais de desenvolvimento, que cheguem na ponta e mudem a vida do produtor rural, especialmente do pequeno e do médio, além de ampliar o espaço do agronegócio brasileiro no cenário internacional.

- Programas

Buscando a modernização e o desenvolvimento regional do agronegócio brasileiro, em fevereiro foi lançado o Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), que realiza a aquisição e a doação de máquinas e equipamentos agrícolas por meio de redes e parcerias com organizações públicas federais, estaduais, distritais e municipais, além de entidades privadas. Em 2025, foram entregues 2.645 máquinas e equipamentos agrícolas em todas as regiões do país. O ministro Carlos Fávaro participou de entregas realizadas em Mato Grosso, Minas Gerais, Alagoas e Santa Catarina. Outro programa lançado pelo Mapa nesta gestão foi o Solo Vivo, que contou com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de lançamento, realizada em maio, em Mato Grosso. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e com a Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de Mato Grosso (Fetagri-MT), busca recuperar áreas de solo degradado, aumentar a produtividade, fortalecer a competitividade da agricultura familiar e reduzir desigualdades na produção rural. Somente neste ano, foram coletadas e analisadas mais de 1,6 mil amostras de solo em 5.860 hectares de 16 municípios de Mato Grosso, beneficiando 685 famílias. Para viabilizar essa ação, foram utilizadas mais de 16 mil toneladas de calcário e 2,5 mil toneladas de fosfato, aplicadas conforme recomendação técnica. O Promaq e o Solo Vivo mostram que é possível modernizar o agro sem abandonar quem mais precisa. Recuperar o solo degradado é a base da agricultura sustentável. Ainda com foco na recuperação de áreas degradadas e no aumento da produtividade, o Programa Caminho Verde Brasil avançou, em 2025, na captação de recursos para sua execução. Nesta primeira fase, serão R$ 30,2 bilhões obtidos por meio do 2º leilão do Eco Invest Brasil, montante considerado suficiente para restaurar entre 1,4 e 3 milhões de hectares. O objetivo do programa é recuperar até 40 milhões de hectares de terras com baixa produtividade ou abandonadas nos próximos dez anos, destinando-as a sistemas produtivos sustentáveis.

- Política Agrícola

Pelo terceiro ano consecutivo, os recursos do Plano Safra 2025/2026 foram recordes. São R$ 516 bilhões em crédito rural, sendo R$ 189 bilhões em recursos controlados e R$ 327 bilhões em recursos livres, direcionados ou não, disponíveis aos produtores rurais. O Plano Safra recorde é resultado de um diálogo permanente com os produtores e com o setor financeiro. O maior programa do Mapa de apoio à produção agrícola registrou aumento de R$ 8 bilhões em relação à safra anterior.

- Missões Internacionais

Em 2025, o ministro Carlos Fávaro manteve uma agenda internacional estratégica voltada à ampliação de mercados, à cooperação técnica e ao fortalecimento da presença do agro brasileiro no exterior. Ao longo do ano, foram realizadas missões internacionais na Ásia, Europa, África, América do Sul e América do Norte, incluindo participação em feiras, reuniões bilaterais e negociações sanitárias e comerciais. Entre essas agendas, o ministro integrou a comitiva oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em missão ao Japão, China, Indonésia e Malásia, reforçando a diplomacia comercial brasileira, além de acompanhar o vice-presidente Geraldo Alckmin em missão ao México. As viagens resultaram no avanço de parcerias, na abertura de mercados, na atualização de protocolos sanitários e na consolidação do Brasil como fornecedor confiável de alimentos no cenário global. Como resultado, foram registradas mais de 500 novas aberturas de mercados para produtos da agropecuária brasileira. Fávaro também integrou a comitiva presidencial em visita à França, em junho, para a cerimônia de reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. O certificado foi entregue pela diretora-geral da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), Emmanuelle Soubeyran.

- Inmet

Neste ano, foi realizada a reestruturação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com modernização de equipamentos, atualização de sistemas e ampliação da rede de estações automáticas, garantindo previsões mais precisas e maior apoio à tomada de decisão do produtor rural. Foram instaladas 56 das 98 novas estações automáticas previstas no Rio Grande do Sul, além da preparação para o início do projeto com a Eletrobrás, que prevê a instalação de 220 novas estações a partir de 2026. Também foi realizado reforma estrutural na sede do Instituto em Brasília, com a atualização de salas técnicas e fortalecimento de contratos e rotinas de manutenção da rede. O ano também consolidou melhorias em produtos e sistemas essenciais para a agropecuária.

- Embrapa

Em 2025, o referencial monetário da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), voltado ao orçamento público, alcançou R$ 335 milhões, mais que o dobro do valor registrado em 2024, quando foram destinados R$ 161 milhões. Os recursos permitiram à Empresa ampliar investimentos em diversas frentes, com destaque para a abertura de novas chamadas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) na agropecuária. As iniciativas contemplam temas estratégicos e contribuem para o fortalecimento de políticas públicas prioritárias do Governo Federal. Dos R$ 335 milhões destinados à Embrapa pelo Mapa, R$ 100 milhões foram aplicados em chamadas para a elaboração de projetos de pesquisa com temas voltados à Ciência para Sustentabilidade e Inclusão. O reforço orçamentário também viabiliza a recomposição do quadro de pessoal da Embrapa, prevista para ser concluída em 2026. Após mais de uma década sem concursos, em 2024 foi anunciado o Concurso Embrapa, com 1.027 vagas. A incorporação dos novos empregados teve início no segundo semestre de 2025, com a meta de finalizar todas as convocações até 2026. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a retomada dos concursos evidencia o compromisso do governo federal com a Empresa e com a ciência. A Embrapa voltou a ser valorizada depois de 12 ou 13 anos sem concurso. Isso demonstra o compromisso do governo do presidente Lula com a Embrapa, com a ciência, com o desenvolvimento tecnológico e, por consequência, com a agropecuária brasileira. Além disso, para a realização da AgriZone, espaço dedicado à agricultura sustentável durante a COP30, o Mapa destinou cerca de R$ 1 milhão, por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED). O projeto do governo brasileiro é liderado pela Embrapa e pelo Mapa, em parceria com outros ministérios.

- COP30

O ministro Carlos Fávaro liderou a participação do Mapa durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em novembro, em Belém (PA). Sobre a COP, o ministro da Agricultura e Pecuária reafirmou que produzir e preservar não são conceitos opostos, mas complementares. “O Brasil é prova de que o agro sustentável é possível e já é realidade”, afirmou. Na ocasião, apresentou as políticas públicas e os programas estruturantes da Pasta, reforçando o compromisso do Brasil com a produção sustentável de alimentos, a preservação ambiental e a segurança alimentar mundial. Destacou o papel da ciência, da inovação e da tecnologia no avanço da agropecuária de baixo carbono, com protagonismo da Embrapa e de iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas, ao uso de bioinsumos, à rastreabilidade e ao fortalecimento de sistemas produtivos sustentáveis. Além da agenda institucional na Blue Zone e na AgriZone, o ministro participou de reuniões bilaterais com representantes de diversos países, fortalecendo a cooperação técnica e a diplomacia agrícola brasileira.

- Relações Exteriores

O ministro Fávaro participou das agendas do Brics, realizadas entre abril e julho, em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ), reforçando o papel estratégico do agronegócio brasileiro no diálogo entre as principais economias emergentes. Durante os encontros, integrou debates e reuniões técnicas sobre ampliação da cooperação em ciência, tecnologia e inovação agrícola, além do intercâmbio de experiências entre os países do bloco. Também participou ativamente do Encontro Brasil-África, realizado em maio, marco no fortalecimento das relações entre o Brasil e os países africanos no setor agropecuário. A agenda promoveu o intercâmbio de conhecimentos, tecnologias e boas práticas adaptadas às realidades locais. Participar desses eventos ao longo do ano ressaltou que a cooperação internacional fortalece a inovação e acelera a transformação produtiva de que o agro brasileiro precisa, salientou o ministro. Em novembro, Carlos Fávaro assumiu a presidência da Junta Interamericana de Agricultura (JIA), durante a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2025, promovida pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com apoio do Mapa. O evento reuniu ministros e líderes do setor agropecuário de 34 países membros do IICA para discutir temas centrais que impactam o presente e o futuro da agricultura e da segurança alimentar no continente. Na ocasião, Fávaro também presidiu a eleição do novo diretor-geral do Instituto.

- Instituicional

No terceiro ano de gestão à frente do Mapa, o ministro Carlos Fávaro adotou medidas voltadas ao fortalecimento institucional. Entre os avanços, destaca-se o ingresso de novos servidores efetivos provenientes do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), reforçando áreas estratégicas da defesa agropecuária e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Além disso, o Mapa avançou na digitalização de processos e serviços, ampliando a eficiência administrativa, a rastreabilidade e a transparência dos serviços prestados à sociedade.

Fonte: Ministério da Agricultura. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.