17/Dec/2025
O dólar fechou esta terça-feira (16/12) em alta firme ante o Real, na contramão do recuo da moeda norte-americana ante outras divisas, em meio ao fluxo de recursos para o exterior neste fim de ano e a uma nova pesquisa eleitoral indicando vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em todos os cenários para 2026. O dólar fechou em alta de 0,78%, a R$ 5,46. No ano, porém, a moeda acumula baixa de 11,57%. A moeda norte-americana oscilou em alta ante o real durante praticamente toda a sessão, impulsionada desde cedo pelas tradicionais remessas de recursos ao exterior no fim de ano, feitas por empresas e fundos. O movimento se intensificou, em meio às especulações no mercado de que a pesquisa Genial/Quaest mostraria Lula bem colocado na disputa em relação a seus adversários de direita. Lula venceria uma eventual disputa em segundo turno contra todos os candidatos mais competitivos.
Mais do que a vitória de Lula nos diferentes cenários, chamou a atenção o fato de Flávio Bolsonaro estar mais bem colocado na pesquisa do que Tarcísio de Freitas, nome favorito do mercado para a disputa com o atual presidente. Após marcar uma cotação mínima de R$ 5,41 (-0,11%), ainda na primeira meia hora da sessão, o dólar escalou até a máxima de R$ 5,47 (+1,02%), antes mesmo da divulgação oficial da pesquisa Genial/Quaest, cujos resultados já eram especulados nas mesas. Segundo a Correparti Corretora, houve compras de dólares características de fim de ano e desde cedo a moeda se descolou do que ocorria no exterior. O mercado operou antes mesmo da divulgação da pesquisa eleitoral, porque havia comentários de que ela seria ruim para a oposição.
O Banco Central publicou a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que na semana passada manteve a taxa básica Selic em 15% ao ano. No texto, o Banco Central apontou ganhos gerados pela "condução cautelosa" dos juros, vendo contribuição determinante da política monetária para a desaceleração dos preços. Além disso, o Banco Central enfatizou o firme compromisso com a meta de inflação, de 3%. Os efeitos da mensagem da ata sobre o câmbio, no entanto, foram diluídos pela maior influência do fluxo e da pesquisa eleitoral. No exterior, o dia foi marcado pela divulgação de novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, com o dólar sustentando baixas ante boa parte das demais divisas. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, caía 0,14%, a 98,122. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.