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17/Dec/2025

Inadimplência do Agronegócio deve subir em 2026

Segundo a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), a inadimplência no agronegócio brasileiro atingiu um pico de 11,4% em outubro de 2025, o maior nível desde 2011 e deve continuar avançando ao longo de 2026, mesmo com a expectativa de início do ciclo de queda da Selic. O avanço da inadimplência é reflexo direto do custo financeiro acumulado e da defasagem com que a política monetária afeta a economia real.

A inadimplência responde, em média, a oito decisões anteriores do Copom. Mesmo que os juros comecem a cair, o impacto ainda vai aparecer. O nível atual da Selic pressiona fortemente a capacidade de pagamento dos produtores, especialmente daqueles que vêm de ciclos sucessivos de frustração de safra. Como exemplo: uma dívida de R$ 1 milhão em um ambiente de juros elevados, se transforma em R$ 1,3 milhão em poucos anos. O problema não se limita ao agronegócio, mas atinge toda a economia, encarecendo o crédito e reduzindo a oferta de recursos.

O aumento da inadimplência reforça a postura defensiva dos bancos, alimentando um círculo vicioso: menos crédito disponível, juros mais altos e maior dificuldade de rolagem das dívidas. É um processo cumulativo. Quanto mais inadimplência, menos crédito; quanto menos crédito, mais inadimplência. Mesmo uma eventual melhora no cenário inflacionário não será suficiente para reverter rapidamente esse quadro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.