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17/Dec/2025

Crédito Rural caiu no Brasil e no RS em 2024/2025

Segundo a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), o volume de crédito rural no Rio Grande do Sul já recuou 21% no atual ciclo agrícola, em um movimento que também se repete no restante do País. A entidade projeta queda de 15% no crédito rural efetivamente contratado no Brasil, apesar dos anúncios recordes do Plano Safra. O descompasso entre os valores anunciados e os recursos que chegam ao produtor se aprofundou com a combinação de juros elevados, aumento da inadimplência e maior aversão ao risco por parte das instituições financeiras.

O problema não é o tamanho do anúncio, é o crédito que chega na ponta. 78% dos recursos do Plano Safra não têm nenhum tipo de equalização, o que limita o acesso principalmente para médios e pequenos produtores. Isso significa que quase R$ 8,00 em cada R$ 10,00 anunciados não têm subsídio. No caso do Rio Grande do Sul, a retração do crédito ocorre após sucessivas perdas climáticas e elevado endividamento do setor produtivo. O produtor chega ao banco sem fôlego financeiro, e o banco chega ao produtor sem apetite para risco.

A queda do crédito compromete não apenas o custeio da próxima safra, mas também decisões estruturais, como investimentos em tecnologia, irrigação e mitigação de riscos climáticos. Sem crédito, o produtor posterga investimento, reduz área ou migra para sistemas menos intensivos, o que afeta produtividade e renda. A crise de crédito expõe uma fragilidade estrutural da política agrícola brasileira, excessivamente baseada em anúncios e com baixa previsibilidade de execução. O crédito precisa ser previsível, acessível e compatível com a realidade financeira do produtor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.