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17/Dec/2025

Brasil baterá recorde de exportação do Agronegócio

Vamos bater mais um recorde de exportações do agro brasileiro, com tarifaço e tudo. Em novembro, o setor exportou US$ 13,45 bilhões, 6,20% a mais que no mesmo mês do ano passado. E de janeiro a novembro foram US$ 155,25 bilhões, 1,7% a mais que em 2024, e já é um recorde. A China segue o grande líder importador, com US$ 52,02 bilhões, 10% a mais que no ano passado; depois vem a União Europeia com US$ 22,89 bi, 5,4% a mais, Estados Unidos com US$ 10,48 bi, 4% menos que em 2024 (eis o tarifaço!) e, boa novidade, a Índia, com US$ 3,02 bi, 11% mais que no ano anterior! O México vem logo em seguida, com US$ 3 bilhões. São bons números, que devemos em boa parte à produção agrícola: a soja rendeu 171,5 milhões de toneladas, o milho 139,7 milhões de toneladas, o açúcar 41 milhões de toneladas. Outras informações são interessantes, como o número de empregos no campo, que representa 26% da população ocupada do País: o número diminuiu, mas a massa salarial cresceu por causa da qualificação da mão de obra, exigência da tecnificação generalizada.

Um setor que cresce aos trancos e barrancos, com crédito escasso e caríssimo, sem seguro rural, com tecnologia que se sofistica, com novos mercados atraentes, mas com desafios gigantescos. Começam com a diversidade regional marcada pelas condições edafoclimáticas super distintas, com a falta de assistência técnica que marginaliza os menores, com a logística e a infraestrutura insuficientes, com certas questões político-ideológicas surpreendentes (caso da proibição de exóticos invasores, como a tilápia, ou a ideia de ar-condicionado para o transporte de animais) ou recorrentes, como o marco temporal, e mais o protecionismo internacional crescente. São dezenas de temas que afetam o setor todos os dias e que precisam ser enfrentados o tempo inteiro, o que exige instituições de representação cada vez mais complexas e competentes, com equipes técnicas profissionalizadas e dedicadas, e lideranças com coragem e determinação. Felizmente, isto está acontecendo, e dezembro nos trouxe boas notícias. Nesse mês o presidente da CNA, João Martins Filho, foi empossado para mais um mandato.

Tem sido ao longo dos últimos anos um incansável comandante das tropas sindicais do campo e com atitudes democráticas, mas firmes, é uma garantia para que nossa defensiva política institucional funcione com vigor e eficiência. Por outro lado, o grande líder cooperativista Márcio de Freitas, depois de anos turbulentos nos quais conduziu com maestria o desenvolvimento saudável do cooperativismo brasileiro, decidiu modernizar a gestão do Sistema OCB. Com apoio integral da sua diretoria e da assembleia geral da instituição, criou uma presidência executiva para a OCB, para a qual foi escolhida a competente Tânia Zanella, que tem demonstrado sua firmeza na presidência do IPA, onde tem se saído maravilhosamente. E Márcio seguirá como presidente do Conselho de Administração da OCB. Um avanço significativo e muito bem-vindo. A Abag nacional acaba de eleger Ingo Plöger para sua presidência. Depois de bons anos sob o comando preciso de Caio Carvalho, quando a questão internacional foi assunto prioritário dele, a Abag se prepara para ampliar esta presença global que é marca registrada do Ingo, com sua ampla experiência como presidente do Ceal, Conselho Empresarial da América Latina.

A Fiesp em janeiro voltará a ser presidida por Paulo Skaf (que foi o criador do Cosag - Conselho Superior do Agronegócio e do Deagro - Departamento de Agronegócio), vai ver também uma mudança: Jacyr Costa, que presidiu galhardamente o Cosag nos últimos 5 anos, será substituído por ninguém menos que a senadora Tereza Cristina, nossa extraordinária ex-ministra da Agricultura, que terá o apoio de Sérgio Bortolozzo, que continuará na liderança da tradicional Sociedade Rural Brasileira. São notícias auspiciosas. Nossas entidades de representação estarão em boas mãos. E, seguramente, a recondução de Pedro Lupion para mais um mandato no comando da FPA é um importantíssimo trunfo para o agro brasileiro. Neste dezembro estamos agradecidos pelo trabalho dedicado do Marcio de Freitas, do Caio Carvalho, do Jacyr Costa. E estamos confiantes que este timaço, com João Martins, Tânia Zanella, Tereza Cristina, Sérgio Bortolozzo e Pedro Lupion, o Brasil agropecuário seguirá sua marcha consistente na direção do campeonato mundial da segurança alimentar e energética. Feliz Natal a todos os brasileiros! E que 2026 seja nosso melhor ano até aqui! Fonte: Roberto Rodrigues. Broadcast Agro.