17/Dec/2025
Segundo a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), a implementação da reforma tributária, que começa em 2026, deve provocar um impacto inicial relevante no caixa dos produtores rurais, embora represente um avanço estrutural para a economia brasileira. O setor agropecuário tende a enfrentar um período de adaptação mais difícil no início do novo sistema, mas será beneficiado no médio e longo prazo com a possibilidade de aproveitamento de créditos tributários. Em um primeiro momento, os produtores vão sentir um baque grande no caixa.
Isso porque o novo modelo passa a tornar explícita a cobrança de tributos ao longo da cadeia produtiva. Hoje, esse pagamento de impostos geralmente está embutido no preço e o produtor não enxerga. Agora ele vai enxergar. O agro é atualmente o único setor da economia que não recupera créditos dos tributos pagos ao longo da produção. O produtor paga ICMS sobre fertilizantes, diesel, máquinas, serviços, paga PIS/Cofins e não recebe crédito tributário. Com a reforma, esse cenário muda. O produtor vai passar a receber. Apesar das dificuldades iniciais, o novo sistema tende a ser preferido pelos produtores após o período de adaptação.
Mesmo os pequenos produtores, que poderão permanecer no regime atual, devem migrar ao longo do tempo, para buscar os créditos tributários. A reforma tributária representa um avanço ao simplificar o sistema, embora tenha ficado distante do modelo ideal adotado em países da OCDE. O problema foi a manutenção de uma série de exceções, como a Zona Franca de Manaus por exemplo. Ainda assim, o saldo é positivo. O principal ponto de atenção do setor está na regulamentação da reforma. O que mais preocupa agora é a legislação infraconstitucional que vai vir a partir da reforma. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.