28/Nov/2025
Segundo a PTx South America, o Brasil precisa avançar na construção de uma “cultura de desastre” para lidar com eventos climáticos cada vez mais extremos. Países como Indonésia e Tailândia oferecem lições importantes ao setor agro brasileiro. É necessária uma cultura de preparação, de recuperação e de adaptação a desastres naturais. O ponto de partida é compreender o histórico de cada região, visualizar quais territórios estão mais predispostos a serem impactados por seca, geada ou excesso de chuva. Esse diagnóstico orienta decisões estratégicas e ajuda a antecipar riscos. A adaptação deve ocorrer tanto nas práticas produtivas quanto no uso do território.
Pode-se citar avanços como sistemas de irrigação mais eficientes e melhor aproveitamento vertical das áreas agrícolas. Mas, a resposta não pode ser apenas reativa: é preciso ter uma ação prévia. A tecnologia é parte central dessa transformação. O monitoramento via satélite, por exemplo, permite acompanhar o desenvolvimento das lavouras em tempo real e identificar impactos potenciais antes que se convertam em perdas. Vai permitir saber se o produtor está desenvolvendo bem, em que fase tecnológica o ele está e qual impacto pode estar sofrendo. Esse tipo de informação aumenta a “capacidade de renegociação” e ajuda instituições financeiras e empresas a atuarem junto ao produtor.
O desafio tende a crescer. Mesmo com o acúmulo de informações robustas, as mudanças climáticas seguem pressionando a previsibilidade. Por isso, é preciso combinar ciência, tecnologia e equipes técnicas altamente preparadas, integradas aos times comercial e de crédito para acompanhar operações em tempo real. Destaque para o papel de uma indústria de seguros mais estruturada, especialmente diante de impactos inevitáveis. Nos Estados Unidos, há uma indústria de seguros muito forte associada à gestão de desastres. A tecnologia pode ajudar muito nisso, porque dá visibilidade para diferenciar o que é custo e o que é investimento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.