27/Nov/2025
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) subiu 0,20% em novembro, após ter avançado 0,18% em outubro. Com esse resultado, o IPCA-15 registrou um aumento de 4,15% no acumulado do ano. Em 12 meses, a alta foi de 4,50%, ante taxa de 4,94% até outubro. Os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 0,09% em novembro, após queda de 0,02% em outubro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,02% para o IPCA-15. Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve queda de 0,15% em novembro, após ter recuado 0,10% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,68%, ante alta de 0,19% em outubro.
O avanço no gasto das famílias brasileiras com alimentação e bebidas em novembro interrompeu uma sequência de cinco meses consecutivos de quedas. A alimentação no domicílio diminuiu 0,15% em novembro. Ficaram mais baratos o leite longa vida (-3,29%), arroz (-3,10%) e frutas (-1,60%). Por outro lado, houve altas na batata inglesa (11,47%), óleo de soja (4,29%) e carnes (0,68%). A alimentação fora do domicílio aumentou 0,68%. A refeição fora de casa subiu 0,56%, e o lanche avançou 0,97%. Os preços de Transportes subiram 0,22% em novembro, após alta de 0,41% em outubro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,04% para o IPCA-15. Os preços de combustíveis tiveram queda de 0,46% em novembro, após avanço de 1,16% no mês anterior.
A gasolina caiu 0,48%, após ter registrado alta de 0,99% em outubro, enquanto o etanol recuou 0,54% nesta leitura, após alta de 3,09% na última. A alta no preço da passagem aérea pressionou o gasto das famílias com transportes em novembro, apesar das quedas na gasolina e no etanol. As passagens aéreas subiram 11,87%, maior impacto individual no índice do mês, 0,08%. Os combustíveis tiveram queda de 0,46%. O gás veicular aumentou 0,20%, mas os demais registraram reduções nos preços: etanol (-0,54%), gasolina (-0,48%) e óleo diesel (-0,07%). O ônibus urbano subiu 0,13%. O metrô teve queda de 1,30%, o trem recuou 1,77%, e o subitem integração transporte público, -2,16%. Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de uma elevação de 0,16% em outubro para um aumento de 0,09% em novembro, uma contribuição de 0,01% para o IPCA-15 deste mês.
A energia elétrica residencial passou de uma queda de 1,09% em outubro para um recuo de 0,38% em novembro, resultando num alívio de -0,02% no IPCA-15 deste mês. Ressalta-se que, em novembro, está em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, adicionando R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. A taxa de água e esgoto subiu 0,13%. O gás encanado caiu 0,01%. Foram registrados ainda aumentos nos subitens condomínio (0,38%) e aluguel residencial (0,37%). Os gastos das famílias brasileiras com Saúde e cuidados pessoais passaram de uma elevação de 0,24% em outubro para um aumento de 0,29% em novembro, uma contribuição de 0,04% para o IPCA-15 deste mês. Houve pressão do aumento no plano de saúde, com elevação de 0,50% e contribuição de 0,02% para a inflação de novembro.
Dois dos nove grupos de produtos e serviços que integram o IPCA-15 registraram quedas de preços em novembro. As deflações ocorreram em Comunicação, redução de 0,19% e impacto de -0,01%, e Artigos de residência, queda de 0,20%, uma contribuição de 0,00% para a alta de 0,20% registrada pelo IPCA-15. Os aumentos foram registrados em Habitação, alta de 0,09% e impacto de 0,01%; Transportes, aumento de 0,22% e contribuição de 0,04%; Educação, alta de 0,05% e zero de impacto; Saúde e cuidados pessoais, alta de 0,29%, impacto de 0,04%; Vestuário, aumento de 0,19%, impacto de 0,01%; Despesas Pessoais, aumento de 0,85%, impacto de 0,09%; e Alimentação e bebidas, aumento de 0,09%, impacto de 0,02%. O resultado geral do IPCA-15 em novembro foi decorrente de altas de preços em 10 das 11 regiões pesquisadas.
A maior taxa foi registrada em Belém (PA), alta de 0,67%. O menor resultado ocorreu em Belo Horizonte (MG), queda de 0,05%. Os recuos nos preços do leite longa vida (-3,29%), arroz (-3,10%), gasolina (-0,48%) e energia elétrica residencial (-0,38%) ajudaram conjuntamente a deter a prévia da inflação oficial no País em -0,08% em novembro. Os quatro subitens figuraram no topo do ranking de maiores alívios neste mês, com uma contribuição individual de -0,02% cada um. Na direção oposta, figuraram no ranking de maiores pressões sobre o IPCA-15 os subitens passagem aérea (alta de 11,87% e impacto de 0,08%), hospedagem (4,18% e 0,03%), pacote turístico (3,90% e 0,02%), lanche fora de casa (0,97% e 0,02%), refeição fora de casa (0,56% e 0,02%) e plano de saúde (0,50% e 0,02%). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.