27/Nov/2025
O Brasil subiu uma única posição no ranking de competitividade na nova edição do Global Talent Competitiveness Index (GTCI), elaborado pelo Insead (Instituto Europeu de Administração de Empresas), em parceria com o Portulans Institute. O País aparece na 68ª posição entre 135 economias na lista que mede a capacidade de atrair, desenvolver e reter talentos. Na América Latina, o Chile lidera, na 39ª posição, seguido por Uruguai e Costa Rica. Singapura, Suíça e Dinamarca assumem o topo. Os Estados Unidos, que em 2023 ocupavam a 3ª colocação, caíram seis posições, agora no 9º lugar. Com o tema “Resiliência na Era da Disrupção”, o GTCI deste ano investiga como países estão construindo sistemas de talentos capazes de enfrentar rupturas.
O estudo, publicado desde 2013 pelo Insead, leva em consideração 77 indicadores, incluindo habilidades socioemocionais e concentração de talentos em IA, distribuídos em seis dimensões: habilitar, atrair, desenvolver, reter, habilidades vocacionais e técnicas e habilidades generalistas adaptativas. Desde a criação do índice, é a primeira vez que Singapura ocupa o 1º lugar. Conforme informações do estudo, o avanço é resultado da estratégia de formar uma força de trabalho adaptável, digitalmente fluente e preparada para inovar em um contexto marcado pelo avanço da inteligência artificial. Economias que cultivam forças de trabalho adaptáveis, multifuncionais e fluentes em IA tendem a estar mais bem posicionadas para transformar disrupção em oportunidade e sustentar competitividade de longo prazo. Nas primeiras edições do estudo, o Brasil chegou a ocupar melhores posições: em 59º, 49º e 67º lugares, respectivamente.
Na época, a amostra tinha de 30 a 40 países a menos, o que compromete a comparação com os rankings seguintes. O relatório do GTCI deste ano trouxe a queda de grandes economias, como os Estados Unidos, que caiu 6 posições, e a China, que saiu do 40º para o 53º lugar. A queda dos Estados Unidos está ligada à política migratória restritiva imposta pelo presidente Donald Trump. A retração da China é atribuída às restrições de mobilidade, baixa presença de talentos internacionais e menor integração com mercados globais. A líder Singapura se destaca no ranking pela evolução de seu sistema educacional e pela abordagem voltada para o futuro no desenvolvimento de uma força de trabalho adaptativa e orientada à inovação. O Ranking mostra a capacidade dos países de atraírem e reterem talentos:
1 Singapura
2 Suíça
3 Dinamarca
4 Finlândia
5 Suécia
6 Países Baixos
7 Noruega
8 Luxemburgo
9 Estados Unidos
10 Austrália
11 Irlanda
12 Reino Unido
13 Islândia
14 Canadá
15 Bélgica
16 Áustria
17 Alemanha
18 Nova Zelândia
19 França
20 República Checa
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.