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24/Nov/2025

COP30 e as ações sustentáveis do setor privado

Uma iniciativa criada no Brasil neste ano e capitaneada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) reuniu 68 confederações de indústria e comércio de vários países e levou à COP casos concretos de ações sustentáveis no setor privado. Além disso, a entidade entregou à CEO da COP30, Ana Toni, um documento que estabelece as prioridades das empresas para o desenvolvimento sustentável. De acordo com o presidente da SB COP, Ricardo Mussa, o documento foi preparado para ser mais "enxuto" do que outros materiais do tipo, entregues pelo setor privado em outras conferências do clima. Para definir essas prioridades, a SB COP atuou com oito grupos temáticos: transição energética, economia circular e materiais, bioeconomia, sistemas alimentares, cidades sustentáveis, financiamento de transição, habilidades e empregos verdes, e soluções baseadas na natureza.

Cada eixo é liderado pelo CEO de uma grande empresa brasileira ou multinacional, responsável por reunir executivos de outros países para debater e propor soluções conjuntas. Entre os líderes estão João Paulo Ferreira, da Natura, à frente da bioeconomia; Luciana Ribeiro, da Flying Rivers, em transição energética; e Gilberto Tomazoni, da JBS, no tema de sistemas alimentares. Esses executivos formam grupos de trabalho com 10 a 12 CEOs internacionais. A cada eixo, as equipes contam com o apoio técnico de grandes consultorias globais que ajudam a consolidar as propostas. Para esta COP, mais de 300 empresas integraram os grupos de trabalho da instituição. No dia 12 de novembro, a entidade distribuiu os prêmios do SB COP Awards. A iniciativa selecionou 48 cases globais de empresas que demonstram os esforços concretos e de alto impacto na transição climáticas. Um dos casos apresentados foi resultado do trabalho da Schneider Electric, empresa francesa com forte presença no Brasil.

De acordo com Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric para a América do Sul e chairman do grupo de trabalho "Empregos e Habilidades Verdes", da SB COP, as soluções da Schneider podem reduzir até 70% das emissões globais. Até o fim de 2025, essas soluções terão ajudado os clientes da empresa a evitarem 800 milhões de toneladas de CO2. Já são 792 milhões de toneladas até o fim do terceiro trimestre deste ano, o equivalente a 2 bilhões de voos de ida e volta entre Nova York e Miami. No âmbito dos grupos de trabalhos da SB COP, a Schneider Electric desenvolveu um estudo que revelou lacuna crítica na formação de profissionais para a transição energética: um em cada cinco empregos verdes não é preenchido. Apenas 0,5% dos recursos globais voltados ao clima são destinados à capacitação. O setor de energia renovável pode enfrentar, sozinho, uma escassez de 6 milhões de trabalhadores qualificados até 2030. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.