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20/Aug/2025

Brasil quer aumentar exclusão de itens do tarifaço

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (19/08) que o governo brasileiro seguirá trabalhando para que mais itens sejam excluídos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O vice-presidente reforçou que muitos itens já foram excluídos dos efeitos do tarifaço e que, do volume total do que o Brasil exporta todo ano, apenas 4% estão hoje penalizados pelas tarifas de 50% dos Estados Unidos. Ainda assim, pode haver novas negociações com os norte-americanos. Ao comentar sobre o plano de contingência para o tarifaço já anunciado pelo governo, Alckmin reforçou que todas as medidas são focalizadas nas empresas afetadas e trata-se de medidas transitórias.

Especialmente na questão de pagamentos de impostos por essas empresas, o vice-presidente mencionou que as medidas antecipam alguns dos efeitos da reforma tributária, como o fim dos créditos tributários. O vice-presidente pontuou que esse recurso não pertence à União e sim às empresas e que é preciso reforçar que empresas brasileiras que exportam não devem pagar impostos. Ainda em relação às medidas para combater efeitos do tarifaço, Alckmin destacou que, no setor agropecuário é mais fácil fazer o redirecionamento da produção do que na indústria, mas que o governo seguirá trabalhando para a abertura de novos mercados. O vice-presidente reforçou que ainda acredita em uma relação "ganha-ganha" entre Estados Unidos e Brasil.

Ele reforçou que se trata das duas maiores economias do continente americano e as duas maiores democracias do Hemisfério Ocidental. Para além de contornar a questão do tarifaço, Alckmin disse que os dois países possuem "complementaridade" econômica em diversas pautas e, entre as questões que precisam avançar, citou as negociações sobre os minerais críticos e estratégicos que podem ser encontrados nas terras brasileiras. Do ponto de vista político e institucional, o vice-presidente mencionou a necessidade de reduzir a carga de impostos no País, especialmente após a reforma tributária, que já acaba com questões como a bitributação no Brasil. Esse contexto deve contribuir para a atração de investimentos estrangeiros no Brasil. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.