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20/Aug/2025

SP lidera Índice Fiec de Inovação dos Estados 2025

São Paulo se manteve como o Estado mais inovador do País, segundo o Índice Fiec de Inovação dos Estados 2025, coordenado pela Federação de Indústrias do Ceará (Fiec) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Nesta sétima edição do estudo, enquanto os seis primeiros colocados do ranking (São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, nesta ordem), mantiveram as respectivas posições. O Ceará aparece como um dos destaques, em sétimo lugar, sendo o único Estado da Região Nordeste entre os dez primeiros colocados. A Região Nordeste ultrapassou a Região Centro-Oeste, impulsionado por Ceará e Pernambuco, e aparece na terceira posição entre as regiões, atrás das Regiões Sudeste e do Sul.

O destaque negativo foi o Maranhão, que ocupa o último lugar. O objetivo do Índice de Inovação é mapear os principais aspectos relacionados à inovação de todos os Estados brasileiros (mais o Distrito Federal) nas cinco regiões. O índice é estruturado em duas dimensões: capacidades e resultados. Ele avalia infraestrutura, investimentos em ciência e tecnologia, qualificação do capital humano, solidez institucional, produção científica, geração de propriedade intelectual e dinamismo empreendedor. O cenário visto em 2025 é resultado de um processo gradual dos últimos anos com a ampliação de polos de capital humano e investimentos em ciência e tecnologia, afirma o Observatório da Indústria do Ceará. As Regiões Sul e Sudeste têm uma infraestrutura de base construída ao longo de décadas, com parques tecnológicos e uma cultura empreendedora enraizada.

No entanto, mesmo com o problema de "subinvestimento histórico", o Nordeste conseguiu acelerar o crescimento de ecossistemas de inovação. Ceará, Pernambuco e Bahia são destaque entre os 15 melhores do País no ranking geral. A Paraíba, embora esteja na 16ª posição, ganhou relevância em propriedade intelectual. Já o Piauí, no 19º lugar, avançou em solidez institucional. Há uma concentração de Estados das Regiões Norte e Nordeste ainda nas últimas posições, mas a região vem mostrando avanços expressivos. Nesta década, Mato Grosso do Sul foi o Estado que registrou o maior avanço entre as unidades federativas. O Estado subiu da 16ª posição em 2021 para a 11ª em 2025. O desempenho inclui ganhos em infraestrutura, capital humano e resultados de inovação, além da ampliação do ecossistema empreendedor e do fortalecimento de setores estratégicos ligados à indústria e à agropecuária de base tecnológica.

Segundo o estudo, o crescimento de Mato Grosso do Sul reflete também melhores condições para a expansão de programas de pós-graduação e maior participação de empresas locais em inovação. No caso do Ceará, a solidez fiscal do Estado, o avanço em ciência e tecnologia e a atração de projetos da iniciativa privada são fatores decisivos para a movimentação. Além disso, há uma consolidação da educação superior com a ampliação de programas de mestrado e doutorado. Isso fortalece tanto as capacidades de inovação quanto os resultados. Porque há presença mais forte de setores intensivos em tecnologia e criatividade. A instalação de data centers, somada ao crescimento de outros projetos, também contribuiu para diversificar a base produtiva e elevar a intensidade tecnológica das exportações cearenses.

Mesmo com o avanço, ainda existem desafios estruturais, como o fortalecimento do empreendedorismo inovador no Estado, o apoio às empresas em relação à propriedade intelectual e interação com as universidades no longo prazo. Se, por um lado, alguns Estados da Região Nordeste avançaram, outros perderam terreno. O Maranhão caiu da 23ª posição em 2024 para o 27º e último lugar este ano. O Estado registrou recuo em infraestrutura, capital humano e financiamento. Muitas vezes, em situações de restrição orçamentária, os investimentos em C&T (ciência e tecnologia) acabam sendo cortados, porque não são obrigatórios, o que gera volatilidade nos resultados. O índice vem sendo usado como bússola por formuladores de políticas públicas, gestores empresariais e instituições de fomento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.