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18/Aug/2025

Títulos do Agronegócio: crescimento em 12 meses

Segundo dados do "Boletim de Finanças Privadas do Agro" do Ministério da Agricultura, os títulos para o financiamento do agronegócio com recursos privados somaram R$ 1,357 trilhão em estoques até o fim de julho. O avanço é de 27% de julho de 2024 a julho de 2025. Há um ano, os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) somavam R$ 1,067 trilhão. Em junho deste ano, o estoque era de R$ 1,339 trilhão. O maior crescimento foi reportado no estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR), que cresceu 40% em julho ante igual mês do ano anterior, de R$ 373,00 bilhões para R$ 521,17 bilhões, distribuídos em 380 mil certificados.

O tíquete médio dos títulos avançou 13% na comparação anual, de R$ 1,21 milhão para R$ 1,37 milhão. Na comparação entre as safras, o crescimento do estoque de CPRs foi de 4% de julho da temporada 2025/2026 ante 2024/2025, passando de R$ 30,39 bilhões para R$ 31,67 bilhões registrados, o que demonstra o maior acesso do produtor rural a títulos privados em detrimento do crédito oficial. As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) apresentaram alta de 25% nos estoques na comparação anual, a R$ 599,73 bilhões, mostrando um desempenho mais contido desde o início do ano. A LCA é hoje a principal fonte de recursos livres direcionados à concessão de crédito rural. Do total, pelo menos R$ 359,84 bilhões foram reaplicados no financiamento rural, 50% mais do que um ano antes. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), por sua vez, subiram 10%, para um estoque de R$ 160,04 bilhões em julho.

O estoque dos Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) avançou 5%, a R$ 32,47 bilhões ao fim de julho. O patrimônio líquido dos Fiagros era de R$ 43,1 bilhões ao fim de março, dados mais recentes, avanço anual de 13%, em 142 fundos administrados, distribuído em 44,6% em fundos imobiliários, 39,4% em fundos de participações e 16% em direitos creditórios. O levantamento de títulos do agronegócio é feito pela Coordenação Geral de Instrumentos de Mercado e Financiamento, do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. O balanço considera dados da B3, CERC e CRDC, Anbima, Comissão de Valores Mobiliários e Banco Central do Brasil. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.