18/Aug/2025
Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados na sexta-feira (15/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego caiu em todas as Unidades da Federação na passagem do primeiro trimestre para o segundo trimestre. Algumas dessas variações ficaram dentro da margem de erro da pesquisa, por isso não são consideradas estatisticamente significativas. Houve quedas de forma estatisticamente significativa em 18 das 27 Unidades da Federação no período. Na média nacional, a taxa de desemprego caiu de 7,0% no primeiro trimestre de 2025 para 5,8% no segundo trimestre. Em São Paulo, a taxa de desemprego passou de 6,3% para 5,1% no período.
No segundo trimestre de 2025, as maiores taxas de desocupação foram as de Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%), enquanto as menores ocorreram em Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%). A taxa de desemprego desceu à mínima histórica no segundo trimestre em 12 das 27 unidades da Federação. Em relação ao primeiro trimestre do ano, houve queda na taxa de desemprego em todas as Unidades da Federação. No segundo trimestre, a taxa de desemprego caiu ao piso histórico no Amapá (6,9%), Rio Grande do Norte (7,5%), Paraíba (7,0%), Alagoas (7,5%), Sergipe (8,1%), Bahia (9,1%), Minas Gerais (4,0%), Espírito Santo (3,1%), São Paulo (5,1%), Santa Catarina (2,2%), Rio Grande do Sul (4,3%) e Mato Grosso do Sul (2,9%).
O desemprego entre as mulheres permanecia consideravelmente mais elevado do que entre os homens no País no segundo trimestre de 2025. A taxa de desemprego foi de 4,8% para os homens no segundo primeiro trimestre, ante um resultado de 6,9% para as mulheres. Na média nacional, a taxa de desocupação foi de 5,8% no período. Por cor ou raça, a taxa de desemprego ficou abaixo da média nacional para os brancos, em 4,8%, muito aquém do resultado para os pretos (7,0%) e pardos (6,4%). A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto foi de 9,4%, quase o triplo do resultado para as pessoas com nível superior completo, cuja taxa foi de 3,2%. No segundo trimestre de 2025, o País tinha 1,254 milhão de pessoas em situação de desemprego de mais longo prazo, ou seja, em busca de um trabalho há pelo menos dois anos.
Se considerados todos os que procuram emprego há pelo menos um ano, esse contingente em situação de desemprego de longa duração sobe a 1,913 milhão. Apesar do contingente ainda elevado, o total de pessoas que tentavam uma oportunidade de trabalho há dois anos ou mais encolheu 23,6% em relação ao segundo trimestre de 2024. Outras 659 mil pessoas buscavam emprego há pelo menos um ano, porém menos de dois anos, 16,6% menos indivíduos nessa situação ante o segundo trimestre de 2024. No segundo trimestre de 2025, 3,157 milhões de brasileiros procuravam trabalho há mais de um mês, mas menos de um ano, 10,7% menos desempregados nessa situação do que no mesmo período do ano anterior, e 1,184 milhão tentavam uma vaga há menos de um mês, um recuo de 16,7% nessa categoria de desemprego do que no segundo trimestre de 2024.
No segundo trimestre de 2025, a taxa composta de subutilização da força de trabalho foi mais elevada nos estados do Piauí (30,2%), Bahia (27,0%) e Sergipe (26,0%). Os menores resultados ocorreram em Santa Catarina (4,4%), Mato Grosso (6,8%) e Espírito Santo (7,1%). Na média nacional, a taxa de subutilização foi de 14,4% no segundo trimestre de 2025. No segundo trimestre de 2025, a taxa de informalidade no País foi maior nos estados do Maranhão (56,2%), Pará (55,9%) e Bahia (52,3%). Por outro lado, as Unidades da Federação com as taxas de informalidade mais baixas foram Santa Catarina (24,7%), Distrito Federal (28,4%) e São Paulo (29,2%). No segundo trimestre, a taxa de informalidade dos brancos (32,3%) era menor que a de pretos (39,8%) e pardos (42,7%). Quanto ao sexo, a informalidade era maior entre homens (39,3%) do que entre mulheres (36,0%). No total do Brasil, a taxa de informalidade foi de 37,8% no segundo trimestre de 2025. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.