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15/Aug/2025

Marco da captura/armazenagem de carbono avança

O Brasil deve ganhar até novembro uma nova proposta do Ministério de Minas e Energia (MME) para um Projeto de Lei visando impulsionar a Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCSU), uma tecnologia que tem por objetivo armazenar CO2 e é a melhor opção para atingir emissões líquidas zero (Net Zero) até 2050. As melhores localidades para instalação de hubs de CCSU são reservatórios em terra e com rochas de basalto, mas outros caminhos serão testados. Está sendo estudado o que é preciso para, de fato, avançar nessa tecnologia de sequestro de carbono. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP) regula a parte de segurança, mas a questão de fomentar política pública, investimentos, não é com a ANP. É a política de investimento para impulsionar esse setor, a regulação, a monetização do carbono, porque é tudo junto, é um conjunto.

A Região Centro-Oeste do País tem uma grande vocação para virar um hub de CCSU, devido à produção de etanol, de onde é mais fácil capturar o carbono. Também a bacia do Paraná tem se mostrado uma boa alternativa, já que possui alta presença de basalto. O objetivo é, até 2050, estar sequestrando mais de 100 milhões de toneladas de carbono. Hoje, não se sequestra nada. O Brasil é o País onde os estudos estão mais avançados, porém os custos são altos e ainda não se sabe quem vai financiar. Os países mais ricos deveriam ser responsáveis por esse financiamento. Entre outros pontos, é necessário um amplo estudo geológico nas bacias onshore (em terra) do Brasil, já que os estudos mais robustos até hoje são da Petrobras, que se dedica mais aos reservatórios offshore (marítimo). O transporte de CO2 entre empresas é outro obstáculo, já que encarece qualquer projeto que demande grandes distâncias. Existe, dentro do Acordo de Paris, o financiamento dos países desenvolvidos para os subdesenvolvidos, e em desenvolvimento, para ter a transição energética.

Os custos dos projetos de CCSU têm sido um dos maiores desafios para a Petrobras desenvolver os projetos de captura e armazenagem de carbono. Um projeto piloto em Macaé, no Terminal de Cabiúnas, foi recentemente aprovado internamente, e terá capacidade para 100 mil toneladas de CO2. O foco será ajudar a regulação do ponto de vista do armazenamento. O desafio é conseguir a viabilidade econômica para o negócio. O ponto principal é que alguns dos hubs não se tornaram econômicos, ainda precisam fazer muitas coisas do ponto de vista de regulamentação. Sem dúvida nenhuma vai precisar de integração com fonte limpa, o que mostra a importância do Centro Oeste. Vai ter que 'engenheirar' muito para tornar viável economicamente esses hubs. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.