14/Aug/2025
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, repetiu que não há nenhuma justificativa no tarifaço adotado pelos Estados Unidos contra o Brasil. O plano de apoio às empresas afetadas prevê uma série de medidas construídas junto aos setores produtivos, exportadores, agronegócio e empresas brasileiras e norte-americanas. Dentre as medidas, Alckmin deu destaque à ampliação do programa Reintegra para todas às empresas exportadoras, com devolução de até 3% do valor exportado. Para as micro e pequenas empresas, já contempladas pelo programa, o percentual foi aumentado para 6%. Ele também citou a suspensão, por um ano, do pagamento de tributos previstos no regime de drawback.
Esse regime consiste na suspensão ou eliminação de tributos incidentes sobre insumos importados para utilização em produto exportado. As declarações ocorreram nesta quarta-feira (13/08), no Palácio do Planalto, durante a cerimônia de assinatura da Medida Provisória "Brasil Soberano". A MP estabelece um conjunto inicial de medidas para mitigar os impactos econômicos do "tarifaço" de 50% estabelecido pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O vice-presidente reiterou que o intuito do plano é garantir emprego e produção aos brasileiros, além de abrir o mercado do País para exportações. Ele citou a relevância de acordos comerciais como do Brasil com Mercosul e com a Efta e disse que estratégias como esta fortalecem o multilateralismo e o livre comércio.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, afirmou que o plano de contingência para mitigar os impactos do "tarifaço" dos Estados Unidos pretende proteger o Brasil de uma medida unilateral que o governo considera uma "verdadeira chantagem provocada por aqueles que tentaram abolir o Estado Democrático de Direito e agora respondem por seus crimes perante a lei e a Justiça". De acordo com a ministra, a MP estabelece medidas para "proteger as empresas, exportações, a economia, os empregos, as famílias brasileiras do tarifaço de 50%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, em meio à crise gerada pelo "tarifaço" de 50% estabelecido pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo está alcançando a marca de 400 novos acordos comerciais em dois anos e meio. Lula ainda afirmou que esse é o momento de procurar novos parceiros. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.