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14/Aug/2025

COP30: crise de hospedagem afeta presença de CEOs

Ricardo Mussa, presidente da SB COP, braço empresarial da conferência do clima, afirmou que CEOs de grandes multinacionais deixarão de vir ao Brasil por causa da crise logística em Belém (PA). Responsável por engajar o setor privado, ele afirmou que enxerga o governo atrás de soluções, mas diz que ficou difícil motivar grandes executivos a visitarem a Amazônia e participarem da COP30. Essa questão atrapalhou e alguns CEOs não vêm. Mussa evitou declinar quais CEOs faltarão à conferência das Nações Unidas sobre mudança do clima, mas deixou claro ter indicativos de que haverá defecções e que os executivos locais de multinacionais não querem expor os chefes a risco. As grandes empresas requerem planejamento e antecedência para viagens de seus líderes globais. O problema está sendo resolvido, mas de forma muito tardia, poderia ter sido feito antes.

O diagnóstico foi endossado por Alex Carvalho, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) e da Jornada COP+: “Realmente atrapalhou. As ações tendem a trazer para a racionalidade a prática de preços. Acho que foi um pouco tardio”. Mussa afirmou que nunca houve nas COPs uma abertura tão grande para participação do setor privado e disse que vai sugerir a continuidade do SB COP aos futuros organizadores do evento. Ele aposta na Austrália como país sede em 2026, apesar da disputa com a Turquia. A sigla é uma referência à Sustainable Business (SB) COP, um grupo formado por empresas para discutir a questão do clima, similar ao B20 que foi organizado durante as atividades do G20 no Brasil, em 2024. O grupo calcula que 84% das emissões de gases estufa vêm do setor privado. Segundo seus cálculos, as entidades sindicais já envolvidas representam 31 milhões de empresas ao redor do mundo. A SB COP definiu oito eixos temáticos e vai entregar três recomendações de cada um ao governo, num total de 24.

Apesar da decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, os empresários norte-americanos participam de atividades na SB COP, não só para entender as discussões como para fazer frente à presença dos chineses, e que usam o slogan “we are still in” (continuamos dentro). O representante dos Estados Unidos é a Câmara Americana de Comércio. O presidente da SB COP diz que os norte-americanos demonstram receio com a linguagem usada nas discussões para não serem “atacados” pelo governo Trump. “Há um vento contra. O momento que o Brasil está fazendo a COP é um momento ruim. Eu preferia fazer uma COP dois anos atrás, mas hoje é mais difícil. Tem a guerra comercial. Mas, o empresário vai participar na medida que possível”, afirmou Mussa. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.