14/Aug/2025
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) aprovaram na terça-feira (12/08), R$ 210 milhões do Fundo Amazônia para iniciativas de desenvolvimento sustentável no estado do Amazonas. O anúncio ocorreu durante evento em Manaus para comemorar os 17 anos da criação do Fundo Amazônia, gerido pelo banco sob a coordenação do MMA. Desse total, R$ 60 milhões são para o projeto Prospera na Floresta, de apoio ao turismo, empreendedorismo, atividades produtivas sustentáveis pelas comunidades tradicionais do Amazonas, além da elaboração e implementação de Planos de Gestão Ambiental e Territorial (PGTA) de Terras Indígenas.
Os demais R$ 150 milhões vão para o programa União com Municípios pela Redução de Desmatamento e Incêndios Florestais, que atua em 70 municípios prioritários para o combate à devastação florestal em seis Estados da Amazônia Legal (Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima). O projeto União com Municípios é uma iniciativa do governo do presidente Lula para fortalecer a governança ambiental em municípios prioritários da Amazônia Legal, com foco na prevenção, monitoramento, controle e redução do desmatamento e da degradação florestal, além de ações de regularização ambiental e fundiária. O Prospera na Floresta conecta a conservação ambiental com o bem-estar das comunidades locais, buscando fortalecer a bioeconomia, a segurança alimentar e o empoderamento comunitário, com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) das Nações Unidas. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, enfatizou que os novos aportes foram possibilitados pelos resultados expressivos na redução do desmatamento na Amazônia obtidos nos últimos dois anos pelo atual governo, com 46% de queda em 2024 na comparação a 2022, segundo o sistema Prodes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Ela pontuou ainda, que, ao longo de seus 17 anos de existência, o Fundo Amazônia demonstrou seu "bom uso". O melhor indicador é o fato de os recursos estarem chegando aos representantes de populações indígenas e povos e comunidades tradicionais beneficiários do mecanismo. Segundo o BNDES, com essas duas operações, o Fundo Amazônia reafirma sua presença no fomento à geração de riquezas com a preservação do bioma. Para manter a floresta em pé, é preciso gerar emprego e renda para população que vive no meio rural da Amazônia: extrativistas, quilombos indígenas, silvicultores, ribeirinhos e assim por diante. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.