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13/Aug/2025

COP30: Brasil vai propor criação da Super Taxonomia

O Ministério da Fazenda quer levar para a COP30, marcada para novembro, em Belém (PA), a discussão sobre a criação da Super Taxonomia, com o início da construção de princípios de interoperabilidade. Cada taxonomia é feita de uma maneira, a ideia é estruturar a maneira de fazê-la. Não que elas sejam sempre iguais, mas que haja uma coerência entre as taxonomias, para que sejam comparáveis. Taxonomia é uma espécie de manual de classificação usado por empresas e governos para verificar padrões mínimos de exigências. Na agenda de sustentabilidade, o instrumento serve para definir quais setores, atividades, projetos e ativos estão alinhados com os objetivos ambientais, sociais e de governança (ESG). O Brasil, por exemplo, tem sete objetivos ambientais e climáticos, como água, resíduos, biodiversidade e adaptação, por exemplo.

Um objetivo que costuma ser comum e todos os países é o de se evitar o greenwash, que é classificar uma atividade como sustentável quando, na verdade, não é. A ideia de taxonomia harmonizada começou na COP passada, em Baku, e o Brasil já aderiu à iniciativa. A intenção agora, dentro da iniciativa, é negociar esses princípios. A expectativa é que se feche um conjunto de princípios de interoperabilidade, que servirão como referência, até a realização da COP no Pará. “É um efeito farol”. Esse benchmark passa a ser um processo de conferência e ponto de partida para comportamentos e produção sustentáveis. A ideia é que todo mundo esteja olhando para o mesmo lugar. Porque hoje cada um chama sustentável, o que quer. Pode ser sustentável fazer reciclagem dentro da empresa, ou realmente fazer um projeto.

Esta não seria ainda uma agenda de negociação, que demanda consenso de todos os participantes, mas estaria dentro da agenda das ações globais, que a presidência da COP montou. Por isso, inicialmente, ficará apenas no campo das adesões, sem que seja algo mandatório. Para não deixar amarras, a intenção da agenda é que haja também um escopo setorial que compreenda que haja para o país em desenvolvimento ou intensivos em produção relacionada ao uso de recursos naturais, por exemplo, como agricultura, pecuária, pesca, mineração, turismo, uma taxonomia que uma região mais desenvolvida ou com outras características que não se dedicaram num primeiro momento. Cada país, soberanamente, tem suas prioridades de desenvolvimento sustentável e, por exemplo, na taxonomia brasileira, os objetivos econômicos sociais são presentes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.